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Mercosul e UE firmam acordo que zera tarifas para € 11 bilhões em exportações brasileiras
Publicado 30/04/2026 • 16:57 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/04/2026 • 16:57 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de maio, prometendo zerar tarifas e beneficiar cerca de € 11 bilhões (R$ 54,89 bilhões) em produtos brasileiros.
Verônica Winter, coordenadora de facilitação de negócios da FIEMG, explicou que o impacto será significativo para a pauta exportadora nacional, embora a retirada das taxas ocorra de forma gradual para alguns setores. “Esses 11 bilhões de euros representam 25% da nossa pauta exportadora para a União Europeia. Alguns produtos industriais e alimentos industrializados terão redução ou isenção imediata, enquanto outros, como o café solúvel e rochas ornamentais, terão um período de desgravação de até quatro anos”, disse em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Para as indústrias de Minas Gerais, ela destacou o potencial de integração das cadeias produtivas, especialmente no polo automotivo de Betim, no interior do estado. “Já temos uma cadeia do setor automotivo integrada com a União Europeia e esse acordo vai acelerar o comércio intrafirma. Algumas peças automotivas já possuem desgravação prevista para o primeiro dia, o que beneficia diretamente a produção mineira”.
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“O café em grão já era isento, mas o solúvel pagava 9% de tarifa, que será reduzida proporcionalmente até chegar a zero em 2030. Além disso, setores como mel e carnes terão uma ampliação das cotas de volume que podem ser enviadas para o mercado europeu”, explicou a coordenadora.
A especialista ressaltou, entretanto, que as empresas precisam estar atentas às burocracias e aos padrões de sustentabilidade exigidos pelo bloco europeu para usufruírem dos benefícios. Ela alertou que, para ter acesso à isenção, é necessário possuir o certificado de origem e observar as regras de classificação dos produtos, além de cumprir as legislações de sustentabilidade rigorosas seguidas pela União Europeia para garantir essa integração.
Por fim, Verônica celebrou a concretização do tratado que levou quase três décadas para ser implementado, criando o maior bloco comercial do mundo. “Vemos com grandes expectativas positivas esse acordo. É um momento de adaptação para os setores sensíveis, mas o resultado final será a melhoria da competitividade e o fortalecimento de um ecossistema comercial que já existe há anos”, concluiu.
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