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Projeto de US$ 13 milhões cria 28 hectares de áreas úmidas para proteger aves ameaçadas nos EUA

Publicado 16/08/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A obra foi conduzida pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, em parceria com órgãos ambientais e autoridades locais.
  • Ao todo, cerca de 166 mil jardas cúbicas de material foram transportadas por uma tubulação até o pântano.
  • Depois que o terreno foi estabilizado, equipes fizeram perfurações no solo para receber espécies nativas.

Foto: canva

Projeto de US$ 13 milhões cria 28 hectares de áreas úmidas para proteger aves ameaçadas nos EUA

Um projeto de restauração ambiental concluído em 2025 transformou cerca de 28 hectares de uma área costeira degradada em habitat para aves ameaçadas no condado de Somerset, em Maryland, nos Estados Unidos.

A iniciativa recebeu investimento de aproximadamente US$ 13,5 milhões e utilizou areia, lodo e conchas retirados durante a dragagem do rio Wicomico para recuperar um pântano que sofria com a erosão.

A obra foi conduzida pelo Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, em parceria com órgãos ambientais e autoridades locais.

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Além de recuperar a área úmida, o projeto teve como objetivo dar novo destino ao material retirado do fundo do rio e manter aberta uma importante rota usada pelo transporte comercial da região.

Sedimentos foram levados

O material utilizado na recuperação veio de um trecho do rio Wicomico, localizado a aproximadamente oito quilômetros da área restaurada. A via navegável é usada principalmente para o transporte de produtos agrícolas e combustíveis até Salisbury, cidade que abriga um dos principais portos comerciais de Maryland.

A dragagem é necessária para manter o rio na profundidade autorizada de 14 pés. Em vez de levar os sedimentos para locais de descarte, as equipes optaram por bombeá-los diretamente para a área degradada.

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A operação começou em outubro de 2023 e avançou durante o inverno. Ao todo, cerca de 166 mil jardas cúbicas de material foram transportadas por uma tubulação até o pântano.

Área foi elevada para conter a erosão

O sedimento depositado no local passou por um período de acomodação. Barreiras de contenção foram instaladas para impedir que o material fosse levado pelas marés antes de se estabilizar.

Algumas dessas estruturas foram danificadas durante a temporada de furacões de 2023, mas foram reparadas ao longo da execução da obra. Depois da sedimentação, o terreno foi elevado em aproximadamente 30 centímetros.

Com o novo nível do solo, a área passou a oferecer condições mais adequadas para a recuperação da vegetação típica de pântanos salgados.

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Plantas nativas ajudam na recuperação

Depois que o terreno foi estabilizado, equipes fizeram perfurações no solo para receber espécies nativas. Entre as plantas utilizadas estão diferentes variedades de Spartina, além de Distichlis spicata.

A vegetação tem papel importante na proteção do novo habitat. As raízes ajudam a manter os sedimentos no lugar e reduzem os efeitos da erosão. As plantas também contribuem para filtrar a água que chega à Baía de Chesapeake. O plantio foi concluído em maio de 2025, encerrando a etapa de construção do projeto.

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Habitat beneficia aves ameaçadas

A recuperação foi planejada para atender principalmente espécies que dependem de áreas de pântano sujeitas à influência das marés. Entre elas estão o pardal-do-brejo e o frango-d’água-preto, que enfrentam a redução de habitats costeiros.

A região de Deal Island também é utilizada por outras aves, incluindo garças, garças-brancas e íbis. O local ainda abriga uma das poucas populações reprodutoras de pernilongo-de-pescoço-preto existentes em Maryland.

A elevação do nível do mar aumenta a pressão sobre esses ambientes. A perda gradual de áreas úmidas pode reduzir os espaços disponíveis para alimentação e reprodução das espécies que dependem desses ecossistemas.

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Monitoramento seguirá por cinco anos

Com o fim das obras, a responsabilidade pelo acompanhamento da área passou para o Departamento de Recursos Naturais de Maryland e o Condado de Wicomico.

O acordo firmado em 2022 prevê o monitoramento da sobrevivência das plantas e da presença de animais no espaço recuperado por até cinco anos. O objetivo é verificar se o novo habitat consegue se manter e cumprir as funções ambientais previstas.

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Além de favorecer a fauna, a restauração fortalece a proteção da costa diante da erosão provocada por processos naturais, tempestades e furacões.

Dragagem ganha novo destino

O projeto em Deal Island também mostra uma alternativa para o aproveitamento de materiais retirados de rios e canais durante obras de manutenção.

Como a dragagem precisa continuar para garantir a navegação, o uso dos sedimentos na recuperação de áreas degradadas reduz a necessidade de descarte do material e permite associar uma atividade essencial para o transporte a uma ação de conservação ambiental.

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No caso de Maryland, o projeto permitiu recuperar aproximadamente 28 hectares de áreas úmidas e, ao mesmo tempo, preservar uma rota comercial importante para o escoamento de cargas na região.

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