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AkzoNobel e Axalta vão se fundir para criar gigante de tintas de US$ 25 bilhões
Publicado 23/11/2025 • 15:16 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 23/11/2025 • 15:16 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Loja da Dulux Paints, da AkzoNobel
A AkzoNobel, fabricante das tintas Dulux, informou nesta semana que planeja se fundir com a fabricante de tintas Axalta Coating Systems, em um acordo que criará uma empresa combinada com valor empresarial de US$ 25 bilhões (R$ 135 bilhões).
A nova empresa terá inicialmente dupla listagem em Amsterdã e Nova York, antes de migrar para uma listagem única na NYSE, mantendo duas sedes: em Amsterdã e na Filadélfia. Ela será liderada pelo atual diretor executivo da AkzoNobel, Greg Poux-Guillaume, como CEO.
Os fabricantes de tintas vêm se fundindo para economizar diante do aumento dos custos, da concorrência intensa e da incerteza gerada pelas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump. No entanto, Poux-Guillaume disse em entrevista à Reuters que o acordo permitiria à empresa combinada realizar cortes que impulsionarão a lucratividade.
Ele afirmou que a transação deixaria a empresa combinada com um portfólio de produtos com margens mais altas do que o negócio de revestimentos da rival Basf, no qual a empresa de private equity Carlyle adquiriu participação majoritária em outubro.
Poux-Guillaume disse que grande parte do valor do acordo provém da redução de custos, em vez de depender de um aumento na demanda. ”Se olharmos para a Axalta, o que realmente se destaca é que ela é muito lucrativa”, disse Poux-Guillaume. “Se considerarmos a rentabilidade combinada dos dois negócios juntos, incluindo as sinergias, estamos falando da melhor do mercado”.
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Siga o Times | CNBCAs ações da Akzo estavam estáveis às 11h11 GMT, reduzindo perdas após terem caído até 3,7%, enquanto as da Axalta operavam em baixa de 2,5%, perdendo uma alta anterior de 2,7%. Espera-se que o novo grupo gere uma margem de lucro principal de 20%, afirmou Poux-Guillaume. A margem de lucro da AkzoNobel no terceiro trimestre foi de 15,1%. Em 2024, foi de 13,8%.
A expectativa é entregar uma economia anual de custos de US$ 600 milhões (R$ 3,2 bilhões), sendo que 90% desse valor deve ser alcançado nos primeiros três anos após a conclusão da transação. O negócio combinado da AkzoNobel e da Axalta é avaliado no acordo em oito vezes seus lucros anuais, disse Poux-Guillaume. Isso se compara à avaliação de 12 vezes os lucros pela qual a BASF vendeu a participação em seu negócio de revestimentos.
A nova empresa prevê receitas anuais de US$ 17 bilhões (R$91,8 bilhões), um lucro principal ajustado anual – ou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) – de US$ 3,3 bilhões (R$ 17,8 bilhões), e US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) em fluxo de caixa livre ajustado.
Nos termos da fusão, os acionistas da AkzoNobel receberão um pagamento de dividendos de US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões) e deverão deter 55% do novo grupo, com os investidores da Axalta ficando com os 45% restantes. A conclusão da fusão está prevista para ocorrer entre o final de 2026 e o início de 2027.
A Axalta fabrica exclusivamente revestimentos, com forte presença no mercado dos EUA. Após a fusão, o grupo combinado estará muito mais focado em revestimentos — que são mais resilientes em períodos de desaceleração do consumo — do que em tintas decorativas, disse Poux-Guillaume à Reuters.
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