Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Alta da carne nos EUA reorganiza mercado global
Publicado 06/07/2026 • 14:04 | Atualizado há 9 horas
Samsung registra lucro preliminar recorde no segundo trimestre, mas ações caem
Bitcoin se recupera após Trump afirmar que se tornou “um grande entusiasta de criptomoedas”
Dow Jones fecha acima dos 53 mil pontos e bate recorde histórico
Microsoft anuncia corte de 4.800 postos de trabalho com redução da unidade Xbox
“OTAN 3.0”: promessas de aumento dos gastos com defesa enfrentam o teste de Trump
Publicado 06/07/2026 • 14:04 | Atualizado há 9 horas
KEY POINTS
A combinação de menor oferta de gado nos Estados Unidos, alta dos preços da carne e aumento das importações está reorganizando o mercado internacional da proteína bovina, afirmou Isabella Camargo, analista de mercado da HN Agro.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (6), ela apontou que a redução do rebanho americano decorre de fatores climáticos, do ciclo pecuário e de restrições sanitárias para a entrada de animais vivos do México, obrigando o país a ampliar as compras externas. “Os Estados Unidos vêm com o menor rebanho de décadas. Com isso, há um menor volume de animais sendo abatidos, uma menor produção e alta nos preços da carne, o que acaba pressionando a inflação“, explicou.
Nesse cenário, os Estados Unidos ampliaram a cota de importação de carne bovina da Argentina, enquanto também seguem aumentando as compras do Brasil, hoje o segundo principal fornecedor da proteína ao mercado americano.
Leia também: Preço da carne bate recorde nos EUA mas consumo não recua
De acordo com Isabella, o aumento das exportações argentinas para os Estados Unidos não representa necessariamente perda de espaço para o Brasil. Pelo contrário, o movimento abriu novas oportunidades para os frigoríficos brasileiros.
“A Argentina, tendo que atender os Estados Unidos, acaba comprando mais carne do Brasil. Ela vem crescendo as compras não só para atender os americanos, mas também a China“, ressaltou.
A analista destacou que as exportações brasileiras para a Argentina cresceram 120% no primeiro semestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, reflexo dessa redistribuição da oferta global.
Leia também: Nova cota argentina com os EUA faz exportação de carne brasileira ao país vizinho disparar 130% em 2026
Além dos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Austrália também atravessam um período de menor produção devido ao ciclo pecuário.
Segundo Isabella, relatório do USDA projeta queda de 1,1% na produção mundial de carne bovina em 2026 frente ao ano anterior.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBC“O que a gente vê são os países se reorganizando. Os Estados Unidos precisam comprar mais do Brasil e da Argentina, enquanto a Argentina compra mais carne brasileira para atender seus próprios mercados“, pontuou.
A especialista ressaltou que o fortalecimento da demanda americana amplia as alternativas para a carne bovina brasileira, reduzindo parcialmente a concentração das exportações.
Leia também: Seara amplia oferta de carnes suínas de maior valor agregado ao mercado brasileiro
Segundo ela, os Estados Unidos deixaram de atuar principalmente como exportadores para se tornarem grandes importadores, abrindo espaço para fornecedores como Brasil, Argentina, Austrália e Nova Zelândia.
“Isso é importante para que o Brasil tenha outro meio de escoamento da produção e não dependa apenas da China“, observou..
Apesar da expansão para outros mercados, Isabella alertou que o principal desafio continua sendo a elevada dependência do mercado chinês.
Segundo ela, 51,7% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil entre janeiro e junho de 2026 teve como destino a China. “Seria importante que outros mercados crescessem nas compras para que a gente não dependesse tanto da China“, acrescentou.
Leia também: Exportações de carne bovina brasileira para a China somam 723 mil toneladas até maio
Ela destacou que negociações para abertura dos mercados do Japão e da Coreia do Sul seguem avançando e podem ampliar a diversificação das exportações brasileiras.
A analista concluiu que o Brasil reúne qualidade e capacidade produtiva para atender novos compradores e vive um momento favorável nas exportações, que acumulam crescimento de 16,2% em 2026 na comparação com o ano anterior.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Copa do Mundo: inteligência artificial revela possível placar entre Portugal x Espanha
2
EUA são eliminados da Copa apesar de pressão de Trump sobre a Fifa
3
Quais são os três jogadores mais valiosos da Copa do Mundo 2026? Veja
4
CBF exclui CazéTV da disputa pelos direitos da Copa do Brasil até 2030
5
André Mendonça alerta Lula sobre risco de obstrução em caso de remoção de delegados no STF