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Ásia busca mais petróleo e gás dos EUA para reduzir dependência do Oriente Médio após guerra com Irã, diz secretário
Publicado 23/03/2026 • 21:02 | Atualizado há 7 meses
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O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum
Países asiáticos estão buscando aumentar as compras de petróleo e gás dos Estados Unidos para reduzir a dependência das exportações do Oriente Médio, afirmou nesta segunda-feira (23) o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, em entrevista à CNBC.
Segundo ele, Japão, Coreia do Sul e Taiwan dependem fortemente do Estreito de Ormuz, onde o tráfego de petroleiros caiu após ataques iranianos a embarcações comerciais no Golfo Pérsico.
“Eles querem comprar mais energia dos EUA”, disse Burgum, destacando que a agenda de “domínio energético” do presidente Donald Trump busca oferecer uma fonte estável e alternativa de energia aos aliados.
Os Estados Unidos são o maior produtor mundial de petróleo e gás, e, segundo o secretário, aliados podem optar por comprar do país em vez de depender de nações que “fazem guerra ou financiam terrorismo”.
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A guerra envolvendo EUA, Israel e Irã provocou a maior disrupção de oferta de petróleo da história, elevando a preocupação de países importadores.
O Japão depende do Estreito de Ormuz para cerca de 90% de suas importações de petróleo, afirmou Takehiko Matsuo, vice-ministro do Ministério da Economia, Comércio e Indústria japonês, durante evento da S&P Global em Houston.
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Siga o Times | CNBC“O impacto é significativo”, disse Matsuo, ressaltando que o país tem priorizado a busca por fontes alternativas, embora reconheça que “não é fácil” substituir o fornecimento atual.
Leia também: Presidente do Parlamento do Irã nega negociações com EUA e acusa Trump de manipular mercados
Além do petróleo, economias asiáticas também dependem fortemente de gás natural liquefeito (GNL) que passa pela região. Ataques iranianos à infraestrutura energética do Catar já interromperam cerca de 20% da oferta global de GNL.
Burgum afirmou que o Alasca terá papel central nesse novo cenário, com projetos de exploração e exportação de petróleo e gás ganhando prioridade dentro do governo americano.
Segundo ele, a energia exportada do Alasca leva apenas oito dias para chegar à Ásia, sendo que cinco dias do trajeto ocorrem em águas territoriais dos EUA, o que reforça a segurança do abastecimento.
“É uma fonte segura de energia”, concluiu o secretário.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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