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Ataque atribuído aos houthis contra base militar no Iêmen deixa dezenas de mortos e feridos
Publicado 19/10/2026 • 16:48 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 19/10/2026 • 16:48 | Atualizado há 40 minutos
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AFP
Um ataque atribuído aos insurgentes houthis atingiu, nesta segunda-feira (19), a base militar de Al Alam, na província de Shabwa, no centro-sul do Iêmen. Segundo o coronel Majid al Nuzaili, porta-voz oficial das Forças Armadas iemenitas, pelo menos três mísseis foram utilizados na ofensiva, que deixou militares e recrutas mortos e feridos.
O Exército iemenita confirmou o bombardeio e informou que trabalhava para determinar o número de vítimas. O presidente do país, Rashad al Alimi, também foi informado sobre o ocorrido. Até aquele momento, as autoridades não haviam divulgado um balanço definitivo.
As informações sobre o número de mortos e feridos divergiam entre as fontes. Fontes militares ouvidas pela agência oficial chinesa Xinhua relataram pelo menos 25 mortos e 30 feridos. Já informações recebidas pela Secretaria de Governo da província e repassadas ao portal South24 apontavam pelo menos 53 mortos e cerca de 200 feridos. Segundo esses relatos, a maioria das vítimas era formada por recrutas em treinamento para integrar as forças de segurança.
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A agência Saba, associada aos houthis e descrita como um veículo não oficial das milícias, informou que havia dezenas de mortos e feridos, sem especificar os números. O porta-voz huti Yahya Sari também declarou que o ataque provocou dezenas de vítimas.
Ao comentar a ofensiva, Sari afirmou que o alvo era um contingente que classificou como pertencente ao “inimigo saudita”, instalado na base de Al Alam. Segundo ele, as vítimas estavam relacionadas à mobilização promovida pela Arábia Saudita, aliada do governo iemenita no conflito contra os houthis.
O representante huti acusou os sauditas de atrair pessoas para essa mobilização por meio de recursos financeiros, expondo-as à morte sem se preocupar com suas vidas. Ele também pediu que aqueles que, segundo sua versão, haviam sido enganados ignorassem os apelos sauditas. As declarações correspondem às alegações do porta-voz e não contavam com confirmação independente nas informações disponíveis.
Em comunicado atribuído à agência governamental Saba, o número de mortos e feridos ainda era desconhecido. As autoridades militares prosseguiam com a apuração.
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Siga o Times | CNBCNesta mesma segunda-feira, Yahya Sari anunciou, durante uma coletiva realizada à tarde, seis ataques aéreos dos houthis contra alvos ligados à infraestrutura da Arábia Saudita nas 48 horas anteriores.
A lista apresentada pelo porta-voz inclui uma instalação da estatal Aramco Co. no campo petrolífero de Yanbu, o campo de Shaybah, o aeroporto Rei Khalid, em Riade, o aeroporto de Abha, uma base do grupo de intervenção naval saudita e um radar localizado em Bir Askar.
O anúncio não foi acompanhado de uma avaliação independente dos danos provocados nas instalações. Também não foram divulgados números de vítimas relacionados às seis ofensivas.
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Sari justificou os ataques como uma resposta ao que chamou de “agressão brutal saudita”. De acordo com o porta-voz, a Arábia Saudita havia realizado mais de 200 ataques aéreos e com mísseis nas 48 horas anteriores, com alvos em infraestruturas civis de Sanaa, capital iemenita, e das chamadas províncias libertadas.
Ainda segundo Sari, o total de bombardeios chegou a 2.700 desde a retomada das hostilidades em plena intensidade entre os houthis, o governo do Iêmen e seu aliado saudita. Os números foram atribuídos ao representante huti e não contavam com confirmação independente nas informações fornecidas.
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