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Milei anuncia plano para cortar mais 20 mil empregos públicos na Argentina

Publicado 19/10/2026 • 16:28 | Atualizado há 58 minutos

KEY POINTS

  • Governo argentino abriu programa de desligamento voluntário que pretende eliminar mais 20 mil postos na administração pública.
  • Medida começa em 1º de novembro e prevê pagamentos conforme idade e tempo de serviço, além de impedir recontratação por oito anos.
  • Sindicato anuncia protesto contra iniciativa; gestão Milei já reduziu 77,5 mil vagas públicas desde dezembro de 2023.

Foto: Gage Skidmore / Flickr

O presidente argentino Javier Milei

O governo de Javier Milei pretende eliminar mais 20 mil empregos públicos na Argentina com um programa de desligamento voluntário anunciado nesta segunda-feira (19). A iniciativa amplia a redução do funcionalismo promovida desde dezembro de 2023, período em que 77.500 postos já foram suprimidos.

O plano ficará aberto durante um mês, a partir de 1º de novembro, e foi formalizado por decreto no Diário Oficial. O texto apresenta como objetivo alcançar uma “adequada e eficiente alocação dos recursos públicos”.

O ministro da Desregulação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, associou a medida à estratégia fiscal do governo. “Continuamos buscando maneiras de reduzir o gasto público para continuar baixando impostos”, escreveu na rede social X.

Leia também: Milei fecha 2024 com 1º superávit em 14 anos no país; entenda como foi a mudança na Argentina

O programa estabelece modalidades de pagamento e valores diferentes conforme a idade e o tempo de serviço de cada funcionário. Quem aderir também ficará impedido de retornar à administração pública por oito anos.

A iniciativa provocou reação da Associação de Trabalhadores do Estado (ATE), que anunciou uma marcha de protesto. O secretário-geral da entidade, Rodolfo Aguiar, rejeitou o caráter voluntário da proposta.

“Não é desligamento voluntário, é demissão extorsiva. A rejeição a este decreto é total”, afirmou Aguiar em publicação no X, em crítica ao novo programa do governo argentino.

Leia também: Sindicato da Argentina convoca greve contra reforma trabalhista de Milei

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Cortes acumulados e reação sindical

Desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023, o funcionalismo tem sido um dos principais alvos da política de contenção de despesas conhecida como “motosserra”.

Em setembro, Sturzenegger informou que o Estado nacional havia perdido 21% de seus postos de trabalho durante a atual gestão, o equivalente a 77.500 empregos.

Os efeitos sobre o emprego também alcançam o setor privado formal: de acordo com fontes sindicais, foram eliminadas 270 mil vagas em meio à austeridade fiscal e à queda da atividade econômica.

Leia também: Mais de 32 mil empresas deixam de operar na Argentina durante governo Milei

Emprego privado e informalidade

O ministro, por sua vez, sustenta que houve a criação de 400 mil postos de trabalho, mas esse cálculo inclui ocupações informais e trabalhadores autônomos. A informalidade avançou três pontos percentuais em três anos e está em torno de 45% na Argentina.

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