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Bolsas dos EUA encerram sessão com Dow em alta e Nasdaq pressionado por chips
Publicado 27/07/2026 • 18:15 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 27/07/2026 • 18:15 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Getty Images
O Dow Jones Industrial Average e o S&P 500 encerraram o pregão desta segunda-feira (27) em alta, enquanto as ações de empresas de semicondutores recuperaram parte das perdas recentes e os preços do petróleo recuaram com força.
O índice Dow Jones avançou 262,83 pontos, uma alta de 0,51%, fechando aos 52.210,08 pontos. Já o S&P 500, que acompanha as principais empresas do mercado americano, teve uma variação positiva de apenas 0,02% e terminou o dia aos 7.413,18 pontos. O Nasdaq Composite, por sua vez, caiu 0,18%, aos 24.932,08 pontos.
As ações de semicondutores registraram quedas generalizadas, embora tenham reduzido as perdas ao longo da sessão. O ETF VanEck Semiconductor ETF (SMH), que reúne empresas do setor, recuou mais de 25 pontos, ampliando o movimento negativo iniciado na sexta-feira. A AMD caiu 5%, enquanto a Teradyne recuou 4%, liderando as perdas entre as empresas do segmento. A Micron Technology perdeu cerca de 2%.
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As fabricantes de chips chegaram a operar em alta no início do pregão após a estreia bem-sucedida da chinesa CXMT na Bolsa de Xangai, realizada nesta segunda-feira. No entanto, a reação perdeu força diante das incertezas sobre o cenário do setor na China.
“Há muita incerteza sobre o que está acontecendo com as empresas chinesas”, afirmou Thomas Martin, gestor sênior de portfólio e sócio da Globalt Investments, em entrevista à CNBC. Segundo ele, o mercado enfrenta “muita concorrência e avanço tecnológico” em segmentos de produtos bastante restritos.
As ações do setor também foram pressionadas após o The Information informar, com base em fontes próximas ao assunto, que a China teria iniciado o desenvolvimento de máquinas de litografia ultravioleta profunda (DUV), equipamentos utilizados na fabricação de semicondutores. A notícia ampliou a pressão sobre as empresas do segmento.
As ações da ASML negociadas nos Estados Unidos, uma das principais fabricantes mundiais desses equipamentos, caíram quase 6% após a divulgação da informação.
Além disso, investidores vêm ajustando suas posições diante de sinais de que o entusiasmo em torno da inteligência artificial pode estar perdendo força. Segundo Martin, o “ar está saindo da bolha da inteligência artificial”, especialmente porque as ações continuam abaixo dos recordes registrados no fim de junho.
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“Existe uma enorme incerteza no setor de tecnologia”, disse Martin. “Os investidores ainda tentam entender como essa situação vai se desenrolar e se devem direcionar parte de seus recursos para outros setores.”
Os preços do petróleo recuaram depois que Estados Unidos e Irã interromperam os ataques entre os dois países. O Brent, referência internacional, com entrega em setembro, caiu 8,7%, encerrando o dia a US$ 88,36 por barril. Já o petróleo WTI, referência americana, terminou a sessão em queda de 7,5%, a US$ 82,61 por barril.
A semana promete ser decisiva para os principais índices de Wall Street. A divulgação dos resultados trimestrais de gigantes como Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft poderá aliviar os receios dos investidores sobre os elevados gastos com inteligência artificial, ou, ao contrário, aumentar essas preocupações após os resultados abaixo das expectativas apresentados pelo Google (Alphabet) na semana passada.
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Os números também podem ter impacto direto sobre as empresas de semicondutores, que estão entre as maiores beneficiadas pelo ciclo de investimentos em inteligência artificial.
Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, divulgará sua decisão mais recente sobre as taxas de juros. A expectativa predominante é de que a instituição mantenha a trajetória de alta dos juros em setembro, mas os mercados já consideram uma possibilidade relevante de que o Fed eleve a taxa básica em 0,25 ponto percentual ainda nesta semana, segundo a ferramenta CME FedWatch.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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