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Bolsas europeias disparam após vitória democrata nos EUA; bancos lideram ganhos
Publicado 04/11/2026 • 14:47 | Atualizado há 53 minutos
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KEY POINTS
A conquista de maioria democrata nas duas Casas do Congresso dos Estados Unidos deu força às bolsas europeias nesta quarta-feira (4). Os principais índices do continente encerraram a sessão com altas expressivas, em meio à perspectiva de maior contenção das iniciativas de política externa do presidente Donald Trump, cujas medidas vêm afetando a Europa.
Madri apresentou a maior valorização: o Ibex 35 saltou 3,2%, aos 19.409,10 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhou 2,38%, aos 26.479,33 pontos, enquanto o FTSE MIB, de Milão, avançou 2,18%, aos 51.031,02 pontos. Os números de fechamento são preliminares.
O CAC 40, de Paris, subiu 1,96%, aos 8.177,89 pontos; o PSI 20, de Lisboa, teve alta de 1,82%, aos 9.391,57 pontos; e o FTSE 100, de Londres, terminou com ganho de 1,79%, aos 10.829,21 pontos. Para analistas, o novo equilíbrio de forças em Washington pode não beneficiar diretamente a Europa, mas tende a tornar a política americana “um pouco menos problemática” para a região.
Leia também: Bolsas europeias recuam com pressão sobre tecnologia e cautela antes das eleições nos EUA
A recuperação dos bancos, depois de perdas recentes, foi um dos principais motores da sessão. O UniCredit, da Itália, valorizou 5,4%; o BNP Paribas, da França, avançou 4,9%; e o Barclays, do Reino Unido, subiu 3,9%. O setor costuma reagir às perspectivas para a atividade econômica europeia.
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Siga o Times | CNBCTambém houve compras de ações de companhias de energia renovável, anteriormente pressionadas por políticas associadas ao governo Trump. A dinamarquesa Orsted ganhou 4,6%, enquanto a fabricante de turbinas eólicas Vestas registrou valorização de 2,9%.
O mercado acompanhou ainda a possibilidade de mudanças na condução da guerra dos Estados Unidos contra o Irã. Uma eventual saída americana do conflito poderia reduzir os preços da energia e aliviar custos para a economia europeia. Na bolsa, porém, a queda do petróleo pesou sobre as empresas do segmento: a BP perdeu 2,6%.
Leia também: Eleições nos EUA podem mexer com ações de defesa, bancos e inteligência artificial
A perspectiva de alterações na política externa americana também enfraqueceu ações ligadas à indústria de defesa. A britânica BAE Systems recuou 3,5%, e a francesa Thales caiu 2,2%, destoando da forte valorização dos índices europeus.
No setor tecnológico, a possibilidade de fiscalização mais rigorosa sobre inteligência artificial por um Congresso de maioria democrata atingiu fabricantes de equipamentos para chips. A holandesa ASML perdeu 3,9%, enquanto a ASM International caiu 5,5%, encerrando a sessão na contramão do avanço generalizado das bolsas.
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