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Cessar-fogo entre Israel e Hezbollah impulsiona índices dos EUA; petróleo e dólar caem; Ibovespa passa a subir

Publicado 19/06/2026 • 11:06 | Atualizado há 40 minutos

KEY POINTS

  • Conversas de acompanhamento entre EUA e Irã na Suíça foram canceladas, aumentando dúvidas sobre um acordo de paz duradouro.
  • Preços do petróleo oscilaram enquanto investidores reavaliavam os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz.
  • A Opep rejeitou previsões de que a demanda global por petróleo atingirá seu pico em breve.
Petróleo Cessar-fogo

Um cessar-fogo entre Israel e o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, passa a valer a partir das 16h locais desta sexta-feira (19), o equivalente às 9h em Nova York. A informação foi confirmada por um funcionário do governo americano à CNBC.

Logo após o anúncio, os preços do petróleo recuaram. O contrato futuro do Brent para agosto caiu 1%, para US$ 79,02 o barril, depois de operar em alta mais cedo na sessão. Já o WTI para julho cedeu 0,8%, para US$ 75,96 . Ambos os contratos caminhavam para perda semanal de cerca de 8%.

Além do petróleo, os índices americanos aumentaram os ganhos, enquanto no Brasil, o Ibovespa reduziu as perdas. Por volta de 11h03, o principal índice da bolsa brasileira subia 0,05%, a 168.194 pontos, sendo que pouco antes estava recuando mais de 1%. Enquanto isso, o dólar recuava 0,64%, a R$ 5,14.

A notícia chegou poucas horas depois do cancelamento de uma rodada de conversas entre Estados Unidos e Irã, que aconteceria na Suíça. O encontro buscava transformar um acordo interino em um entendimento de paz mais duradouro entre os dois países.

Leia também: Preços do petróleo oscilam após adiamento de negociações entre EUA e Irã; Brent cai

Suíça cancela encontro entre EUA e Irã

O ministério das Relações Exteriores da Suíça informou que as negociações entre americanos e iranianos, previstas para esta sexta-feira (19) em Bürgenstock, não vão ocorrer como planejado.

A Casa Branca também informou que o vice-presidente JD Vance deixou de viajar à Suíça, citando problemas logísticos não resolvidos em torno das tratativas. Na quinta-feira (18), Vance afirmou que navios com mais de 12 milhões de barris cruzaram o Estreito de Ormuz durante a noite.

Segundo o vice-presidente, o Irã não disparou contra nenhum navio na região pela segunda noite consecutiva, sinal de que o país estaria honrando o compromisso firmado.

OPEP descarta pico de demanda por petróleo

Em entrevista exclusiva à CNBC, o secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais, disse que a organização não espera um pico na demanda global por petróleo em um horizonte previsível. Ele também rejeitou as projeções da Agência Internacional de Energia que apontam para um excesso de oferta no mercado.

Al Ghais afirmou que a OPEP foca em fundamentos e em números concretos, sem recorrer a hipóteses nas projeções da entidade.

Para Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, a reabertura condicional do Estreito de Ormuz, somada ao fim das declarações de força maior pelo Kuwait e ao encerramento do bloqueio naval americano, convenceu investidores de que a disrupção que levou os preços acima de 120 dólares chegou ao fim.

Varga ponderou que a trégua de 60 dias representa um avanço positivo, mas que a recente queda nos preços pode não se sustentar no curto prazo.

Leia também: Petróleo fecha sem direção única com foco no Estreito de Ormuz após acordo entre EUA e Irã

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Mercado ainda vê cautela na normalização

Tiago Lacerda, analista da Axi, projeta que o petróleo deve oscilar entre 75 e 82 dólares o barril no curto prazo, com o Brent cerca de 36% abaixo do pico atingido durante o conflito.

Segundo Lacerda, a atenção do mercado se volta agora para a confirmação prática da reabertura do estreito. Grandes linhas de navegação ainda não retomaram o tráfego e as taxas de seguro continuam elevadas, o que indica cautela dos agentes em relação à velocidade da normalização.

Leia mais: “Irã está em desespero”, diz Trump ao comentar cancelamento do encontro para o acordo de paz

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