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China busca “mais estabilidade” ao confirmar encontro entre Trump e Xi

Publicado 11/05/2026 • 14:20 | Atualizado há 3 dias

KEY POINTS

  • Pequim afirmou nesta segunda-feira (11) que está pronta para trabalhar com os Estados Unidos em busca de “mais estabilidade”.
  • A visita de Donald Trump à China nesta semana está confirmafa — ele será o primeiro presidente norte-americano a fazer isso desde 2017.
  • Washington e Pequim vêm entrando em choque em temas-chave que vão desde tarifas comerciais até a guerra no Oriente Médio e Taiwan, território que a China considera parte de seu país.

Andrew Caballero / AFP

Pequim afirmou nesta segunda-feira (11) que está pronta para trabalhar com os Estados Unidos em busca de “mais estabilidade” e confirmou que Donald Trump visitará a China nesta semana — o primeiro presidente norte-americano a fazer isso desde 2017.

Washington e Pequim vêm entrando em choque em temas-chave que vão desde tarifas comerciais até a guerra no Oriente Médio e Taiwan, território que a China considera parte de seu país.

Os principais negociadores comerciais dos dois países se reunirão em Seul um dia antes da cúpula entre Trump e o líder chinês Xi Jinping para acertar detalhes sobre questões comerciais e econômicas, em um sinal da importância estratégica da viagem.

A Casa Branca havia anunciado a visita de Trump há várias semanas, e o Ministério das Relações Exteriores da China confirmou agora que ela ocorrerá entre quarta e sexta-feira.

O presidente dos EUA inicialmente viajaria no fim de março ou início de abril, mas adiou a ida para focar na guerra entre Israel e Irã.

“A diplomacia de alto nível exerce um papel estratégico insubstituível nas relações entre China e Estados Unidos”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, durante entrevista coletiva regular.

“A China está disposta a trabalhar com os Estados Unidos em espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo, para ampliar a cooperação, administrar divergências e trazer mais estabilidade e previsibilidade a um mundo volátil e interconectado”, disse.

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Começo em Seul

Esta será a primeira visita de um presidente dos EUA à China desde a passagem anterior de Trump pelo país, em 2017. A agenda deve incluir uma visita ao Templo do Céu, em Pequim, além de um banquete de Estado.

A Casa Branca afirmou que a viagem possui “enorme significado simbólico” e prometeu que Trump irá “fechar mais bons acordos” para os americanos.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, preparará o terreno para a visita durante conversas com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, em Seul, na quarta-feira.

Bessent e He têm sido os principais negociadores entre Estados Unidos e China em todos os temas comerciais e econômicos.

As discussões devem finalizar os detalhes de eventuais anúncios a serem feitos durante o encontro entre os líderes.

Antes disso, Bessent passará por Tóquio para se reunir com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na terça-feira.

Comentários feitos por Takaichi em novembro sobre Taiwan desencadearam uma disputa diplomática contínua com Pequim.

“Segurança econômica é segurança nacional, e espero uma série produtiva de encontros enquanto avançamos na agenda econômica America First do presidente Trump”, afirmou Bessent ao anunciar as viagens nas redes sociais.

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Irã domina a agenda

Trump e Xi se encontraram pessoalmente pela última vez em outubro, durante uma cúpula regional na Coreia do Sul.

Na ocasião, concordaram com uma trégua de um ano na intensa guerra comercial entre os dois países, que levou tarifas sobre diversos produtos a ultrapassarem 100%.

Desta vez, espera-se que a guerra no Oriente Médio domine a pauta das conversas.

A China é um dos principais parceiros comerciais do Irã, e o chanceler iraniano visitou Pequim na semana passada.

O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse ao representante iraniano que a China desempenharia um “papel maior” na restauração da paz regional.

Segundo autoridades americanas, Trump deve pressionar Xi sobre a posição de Pequim em relação ao conflito.

Questionado sobre a pressão dos EUA nesta segunda-feira, o porta-voz Guo afirmou apenas que a posição da China sobre o Irã é “consistente” e que Pequim continuará exercendo um “papel positivo” para promover um cessar-fogo e negociações de paz.

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A tensão aumentou ainda mais depois que o Departamento de Estado dos EUA sancionou, na sexta-feira, três empresas chinesas de satélites por supostamente auxiliarem operações militares iranianas.

O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou nesta segunda-feira que Pequim “se opõe firmemente a sanções unilaterais ilegais”.

“A China já deixou clara repetidamente sua posição solene. A tarefa mais urgente é fazer de tudo para evitar a retomada do conflito, e não usar o conflito para difamar maliciosamente outros países.”

Separadamente, o Departamento do Tesouro dos EUA também sancionou várias empresas sediadas na China continental e em Hong Kong por auxiliarem o fornecimento de armas ao Irã.

Leia mais: Trump e Xi Jinping devem se encontrar em maio, diz Casa Branca

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