Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Confrontos no Golfo elevam pressão sobre cessar-fogo entre EUA e Irã e ameaçam negociações de paz
Publicado 09/05/2026 • 12:04 | Atualizado há 5 meses
Trump e Xi jantaram com os principais nomes da IA; saiba o que há até agora sobre as negociações de tecnologia
China registra salto ‘surpreendente’ nas encomendas dos EUA antes de cúpula Trump-Xi, mostra pesquisa
Rússia pode atacar um país da Otan em questão de meses, alerta inteligência dinamarquesa
Meta sai na frente da OpenAI em dispositivos de IA, mas aposta de Zuckerberg ainda é incerta
Novo muda estratégia enquanto Eli Lilly amplia vantagem no mercado das canetas emagrecedoras
Publicado 09/05/2026 • 12:04 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A escalada militar entre Estados Unidos e Irã voltou a colocar em risco o cessar-fogo firmado há cerca de um mês, após novos confrontos no Estreito de Ormuz, ataques contra embarcações no Golfo Pérsico e uma série de movimentações políticas e militares na região.
Enquanto Washington aguarda uma resposta oficial de Teerã sobre a proposta americana para ampliar a trégua e iniciar negociações de paz, o governo iraniano passou a questionar publicamente a disposição dos EUA em avançar pela via diplomática.
Na sexta-feira (8), o presidente americano, Donald Trump, afirmou esperar ainda naquele dia uma resposta iraniana à proposta enviada pelos EUA por meio de mediadores paquistaneses. Apesar disso, não houve confirmação pública de retorno por parte do governo iraniano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou a postura americana durante conversa com o chanceler da Turquia. Segundo relato divulgado pela agência iraniana ISNA, o chanceler afirmou que a escalada militar promovida pelos EUA no Golfo aumentou as dúvidas sobre “a motivação e a seriedade” de Washington em relação à diplomacia.
Leia também: Trump diz esperar resposta do Irã ainda hoje e ameaça ampliar medidas dos EUA
Segundo o governo americano, um caça dos EUA disparou contra e inutilizou dois petroleiros de bandeira iraniana após acusá-los de desafiar o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.
Os militares americanos afirmaram ainda ter frustrado ataques contra três navios da Marinha dos EUA e realizado operações contra instalações militares iranianas na região do estreito.
As ações provocaram retaliações por parte do Irã. Um oficial militar iraniano afirmou à imprensa local que a Marinha do país respondeu ao que chamou de “violação do cessar-fogo” e “terrorismo americano”.
O episódio aumentou as incertezas sobre a estabilidade da trégua mantida desde o mês passado.
Apesar disso, Trump voltou a afirmar que o cessar-fogo continua em vigor, mas ameaçou retomar bombardeios em larga escala caso Teerã rejeite o acordo proposto pelos EUA para reabrir o estreito e interromper o programa nuclear iraniano.
Leia também: Ministro do Irã diz que país preparado para reagir a eventuais ações militares dos EUA
Em paralelo aos confrontos no Golfo, o Bahrein, aliado estratégico dos EUA na região e sede da Quinta Frota da Marinha americana, anunciou a prisão de 41 pessoas supostamente ligadas à Guarda Revolucionária do Irã.
O governo local informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo.
Grupos de direitos humanos acusam o Bahrein de utilizar o conflito regional como justificativa para ampliar a repressão interna contra opositores.
O país é governado por uma monarquia sunita, embora tenha população majoritariamente xiita.
Uma agência ligada ao Judiciário iraniano informou que um ataque americano durante a madrugada matou ao menos um marinheiro e deixou outros 10 feridos em um navio cargueiro que pegou fogo.
Leia também: Irã apreende petroleiro no Mar de Omã e acusa navio de prejudicar exportações da commodity
Até o momento, não foi esclarecido se a embarcação fazia parte do grupo de petroleiros atingidos pelos EUA.
Washington afirmou que suas ações militares foram uma resposta a ataques iranianos na região do estreito, rota considerada estratégica para o comércio global de petróleo.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã não está levando em consideração os “prazos” impostos pelos EUA e declarou que a proposta americana segue “sob análise”.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCSegundo Washington, o plano prevê a ampliação da trégua no Golfo e negociações para encerrar definitivamente o conflito iniciado há dez semanas após ataques conjuntos de EUA e Israel contra território iraniano.
Na sexta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, voltou a afirmar que considera “inaceitável” que o Irã controle o Estreito de Ormuz, principal rota petrolífera da região.
Leia também: EUA e Irã trocam ataques em Ormuz, mas Trump insiste que cessar-fogo permanece em vigor
Imagens de satélite também mostraram o avanço de uma mancha de óleo próxima à ilha iraniana de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país.
Segundo a empresa de monitoramento Orbital EOS, a área afetada supera 52 quilômetros quadrados.
Ainda não há confirmação sobre a origem do vazamento.
A ilha de Kharg é considerada peça central da indústria petrolífera iraniana e um dos pilares da economia do país.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã restringiu fortemente a circulação no Estreito de Ormuz, provocando turbulência nos mercados internacionais e forte alta nos preços do petróleo.
Leia também: Iraque nega as acusações dos EUA contra um vice-ministro por supostamente ajudar o Irã a contornar sanções
Posteriormente, os EUA responderam impondo bloqueio aos portos iranianos.
No domingo, Trump chegou a anunciar uma operação naval para reabrir a rota comercial no estreito, mas abandonou o plano dois dias depois para priorizar as negociações diplomáticas.
Segundo fontes sauditas ouvidas pela AFP, a Arábia Saudita recusou autorizar o uso de bases militares e do espaço aéreo do país para a operação planejada pelos EUA.
Uma das fontes afirmou que Riad avaliou que a ação “apenas ampliaria a escalada da crise”.
O aumento das tensões regionais também atingiu o Líbano.
Leia também: Irã apreende petroleiro no Mar de Omã e acusa navio de prejudicar exportações da commodity
O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis e drones contra bases militares em Israel em resposta a ataques recentes contra Beirute e operações israelenses no sul do território libanês.
Autoridades locais afirmaram que os bombardeios deixaram 11 mortos na sexta-feira.
Os confrontos ocorrem às vésperas de negociações diretas entre Líbano e Israel, previstas para ocorrer na próxima semana em Washington, iniciativa rejeitada pelo Hezbollah.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Snoopy no Starbucks: quanto vai custar a coleção de Halloween no Brasil?
2
Após morte, cantor Rick deixa suposta herança milionária; veja valor
3
Preços do petróleo caem após notícia de que Arábia Saudita pretende reativar oleoduto estratégico nesta semana
4
Banco Master acumulou bilhões em pré-precatórios ligados a processos nas altas cortes da justiça
5
Daniel Vorcaro reservou mansão de luxo para ministro Nunes Marques no Carnaval de 2025