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Confrontos no Golfo elevam pressão sobre cessar-fogo entre EUA e Irã e ameaçam negociações de paz
Publicado 09/05/2026 • 12:04 | Atualizado há 3 dias
Publicado 09/05/2026 • 12:04 | Atualizado há 3 dias
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A escalada militar entre Estados Unidos e Irã voltou a colocar em risco o cessar-fogo firmado há cerca de um mês, após novos confrontos no Estreito de Ormuz, ataques contra embarcações no Golfo Pérsico e uma série de movimentações políticas e militares na região.
Enquanto Washington aguarda uma resposta oficial de Teerã sobre a proposta americana para ampliar a trégua e iniciar negociações de paz, o governo iraniano passou a questionar publicamente a disposição dos EUA em avançar pela via diplomática.
Na sexta-feira (8), o presidente americano, Donald Trump, afirmou esperar ainda naquele dia uma resposta iraniana à proposta enviada pelos EUA por meio de mediadores paquistaneses. Apesar disso, não houve confirmação pública de retorno por parte do governo iraniano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou a postura americana durante conversa com o chanceler da Turquia. Segundo relato divulgado pela agência iraniana ISNA, o chanceler afirmou que a escalada militar promovida pelos EUA no Golfo aumentou as dúvidas sobre “a motivação e a seriedade” de Washington em relação à diplomacia.
Leia também: Trump diz esperar resposta do Irã ainda hoje e ameaça ampliar medidas dos EUA
Segundo o governo americano, um caça dos EUA disparou contra e inutilizou dois petroleiros de bandeira iraniana após acusá-los de desafiar o bloqueio naval imposto aos portos do Irã.
Os militares americanos afirmaram ainda ter frustrado ataques contra três navios da Marinha dos EUA e realizado operações contra instalações militares iranianas na região do estreito.
As ações provocaram retaliações por parte do Irã. Um oficial militar iraniano afirmou à imprensa local que a Marinha do país respondeu ao que chamou de “violação do cessar-fogo” e “terrorismo americano”.
O episódio aumentou as incertezas sobre a estabilidade da trégua mantida desde o mês passado.
Apesar disso, Trump voltou a afirmar que o cessar-fogo continua em vigor, mas ameaçou retomar bombardeios em larga escala caso Teerã rejeite o acordo proposto pelos EUA para reabrir o estreito e interromper o programa nuclear iraniano.
Leia também: Ministro do Irã diz que país preparado para reagir a eventuais ações militares dos EUA
Em paralelo aos confrontos no Golfo, o Bahrein, aliado estratégico dos EUA na região e sede da Quinta Frota da Marinha americana, anunciou a prisão de 41 pessoas supostamente ligadas à Guarda Revolucionária do Irã.
O governo local informou que as investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do grupo.
Grupos de direitos humanos acusam o Bahrein de utilizar o conflito regional como justificativa para ampliar a repressão interna contra opositores.
O país é governado por uma monarquia sunita, embora tenha população majoritariamente xiita.
Uma agência ligada ao Judiciário iraniano informou que um ataque americano durante a madrugada matou ao menos um marinheiro e deixou outros 10 feridos em um navio cargueiro que pegou fogo.
Leia também: Irã apreende petroleiro no Mar de Omã e acusa navio de prejudicar exportações da commodity
Até o momento, não foi esclarecido se a embarcação fazia parte do grupo de petroleiros atingidos pelos EUA.
Washington afirmou que suas ações militares foram uma resposta a ataques iranianos na região do estreito, rota considerada estratégica para o comércio global de petróleo.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã não está levando em consideração os “prazos” impostos pelos EUA e declarou que a proposta americana segue “sob análise”.
Segundo Washington, o plano prevê a ampliação da trégua no Golfo e negociações para encerrar definitivamente o conflito iniciado há dez semanas após ataques conjuntos de EUA e Israel contra território iraniano.
Na sexta-feira, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, voltou a afirmar que considera “inaceitável” que o Irã controle o Estreito de Ormuz, principal rota petrolífera da região.
Leia também: EUA e Irã trocam ataques em Ormuz, mas Trump insiste que cessar-fogo permanece em vigor
Imagens de satélite também mostraram o avanço de uma mancha de óleo próxima à ilha iraniana de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país.
Segundo a empresa de monitoramento Orbital EOS, a área afetada supera 52 quilômetros quadrados.
Ainda não há confirmação sobre a origem do vazamento.
A ilha de Kharg é considerada peça central da indústria petrolífera iraniana e um dos pilares da economia do país.
Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã restringiu fortemente a circulação no Estreito de Ormuz, provocando turbulência nos mercados internacionais e forte alta nos preços do petróleo.
Leia também: Iraque nega as acusações dos EUA contra um vice-ministro por supostamente ajudar o Irã a contornar sanções
Posteriormente, os EUA responderam impondo bloqueio aos portos iranianos.
No domingo, Trump chegou a anunciar uma operação naval para reabrir a rota comercial no estreito, mas abandonou o plano dois dias depois para priorizar as negociações diplomáticas.
Segundo fontes sauditas ouvidas pela AFP, a Arábia Saudita recusou autorizar o uso de bases militares e do espaço aéreo do país para a operação planejada pelos EUA.
Uma das fontes afirmou que Riad avaliou que a ação “apenas ampliaria a escalada da crise”.
O aumento das tensões regionais também atingiu o Líbano.
Leia também: Irã apreende petroleiro no Mar de Omã e acusa navio de prejudicar exportações da commodity
O grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou mísseis e drones contra bases militares em Israel em resposta a ataques recentes contra Beirute e operações israelenses no sul do território libanês.
Autoridades locais afirmaram que os bombardeios deixaram 11 mortos na sexta-feira.
Os confrontos ocorrem às vésperas de negociações diretas entre Líbano e Israel, previstas para ocorrer na próxima semana em Washington, iniciativa rejeitada pelo Hezbollah.
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