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Estreito de Ormuz vira palco de disputa entre Irã e China pelo domínio do dólar; entenda
Publicado 09/04/2026 • 09:12 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 09/04/2026 • 09:12 | Atualizado há 2 meses
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Montagem Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC - Fotos: Canva Images
Estreito de Ormuz vira palco de disputa entre Irã e China pelo domínio do dólar; entenda
O Estreito de Ormuz voltou ao centro das atenções internacionais, mas desta vez não apenas por razões militares ou energéticas.
Segundo o portal Al Jazeera, a região passou a representar também um novo campo de disputa econômica envolvendo Irã e China, com impactos diretos sobre o papel global do dólar no comércio de petróleo.
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O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Uma parcela significativa do petróleo produzido no Golfo atravessa diariamente o canal antes de seguir para mercados internacionais, especialmente na Ásia.
Justamente por concentrar esse fluxo estratégico de petróleo e gás, qualquer mudança nas regras ou na forma como as transações são feitas na região pode ter impacto direto sobre o mercado global de energia e sobre o sistema financeiro internacional.
De acordo com o Al Jazeera, autoridades iranianas vêm reforçando o controle sobre a passagem de embarcações no estreito. Entre as medidas adotadas está a cobrança de taxas relacionadas ao trânsito de navios.
O ponto que chama atenção de analistas é que parte dessas transações passou a ser vinculada ao uso do yuan, moeda chinesa, em vez do tradicional pagamento em dólar. A mudança faz parte de um movimento maior de aproximação econômica entre Irã e China.
Pequim é hoje a maior importadora de petróleo do mundo e mantém relações comerciais importantes com Teerã. Nesse cenário, ampliar o uso da moeda chinesa nas negociações energéticas surge como uma alternativa para reduzir a dependência do sistema financeiro dominado pelo dólar.
Apesar dessas iniciativas, o dólar ainda domina amplamente o comércio global de petróleo. A maior parte das transações internacionais de energia continua sendo realizada na moeda norte-americana, modelo que consolidou ao longo de décadas a influência econômica dos Estados Unidos no setor.
Esse sistema, frequentemente chamado de “petrodólar”, está profundamente integrado às cadeias de comércio internacional e ao funcionamento do mercado financeiro global.
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Segundo a análise apresentada pelo Al Jazeera, iniciativas como a que ocorre no Estreito de Ormuz indicam uma tentativa gradual de diversificação monetária no comércio internacional.
Para a China, ampliar o uso do yuan em transações globais faz parte de uma estratégia de longo prazo para fortalecer sua moeda no cenário internacional.
Já para o Irã, a parceria também representa uma forma de contornar restrições financeiras e manter o fluxo de exportações de petróleo.
Assim, além de sua importância logística para o transporte de energia, o Estreito de Ormuz passa a simbolizar uma disputa maior: a tentativa de alguns países de reduzir a predominância do dólar nas transações internacionais ligadas ao petróleo e ao gás.
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