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Conflito no Oriente Médio

Irã acelera plano para formalizar controle sobre Ormuz enquanto negocia com os EUA

Publicado 30/05/2026 • 11:25 | Atualizado há 16 minutos

KEY POINTS

  • O Parlamento iraniano deve votar um projeto que transforma em lei permanente a gestão compartilhada do Estreito de Ormuz por Irã e Omã, reforçando a posição de Teerã sobre uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo.
  • A iniciativa surge em meio às negociações entre Irã e Estados Unidos para encerrar o conflito no Oriente Médio e ocorre após novas divergências públicas entre os dois governos sobre o futuro da passagem marítima.
  • Um assessor do líder supremo iraniano acusou o presidente Donald Trump de dificultar os esforços diplomáticos ao manter o bloqueio naval e adotar uma postura considerada rígida nas negociações.

Em meio às discussões para um possível acordo entre Teerã e Washington, o governo iraniano avança com uma proposta destinada a consolidar juridicamente sua posição sobre o Estreito de Ormuz, área considerada estratégica para o transporte global de energia.

Segundo o integrante da Mesa Diretora do Parlamento iraniano, Alireza Salimi, a proposta deverá ser aprovada em breve e estabelecerá de forma permanente a administração da região por Irã e Omã.

Disputa sobre a administração da rota

De acordo com Salimi, o estreito está localizado em águas territoriais pertencentes aos dois países. Por isso, segundo ele, apenas Irã e Omã teriam autoridade para definir regras de gestão da passagem marítima.

Leia também: Irã afirma que ainda não há acordo final com os Estados Unidos

O parlamentar afirmou ainda que conversas já foram realizadas com o governo omanense e que houve uma sinalização inicial favorável à proposta.

A movimentação reforça a divergência entre Teerã e o presidente americano Donald Trump, que na sexta-feira (29) voltou a defender que Ormuz permaneça aberto a todos os países, argumentando que a rota inclui águas internacionais e não deveria ficar sob controle de uma única nação.

Críticas a Trump

Neste sábado (30), o assessor do líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, Mohsen Rezaei, elevou o tom das críticas ao governo americano.

Em comunicado divulgado pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Rezaei afirmou que Trump “traiu a diplomacia pela terceira vez” e acusou o presidente dos Estados Unidos de não demonstrar interesse real em concluir as negociações.

Leia também: Trump detalha exigências para acordo com o Irã e diz que fará “determinação final”

Segundo o assessor, a manutenção do bloqueio naval e a postura adotada por Washington nas tratativas indicariam falta de disposição para um entendimento.

Negociações seguem sem definição

As declarações ocorreram após relatos de que um acordo entre Estados Unidos e Irã estaria próximo, embora ainda persistam divergências consideradas relevantes pelas duas partes.

O jornal The New York Times informou na sexta-feira que Trump decidiu adiar uma posição final sobre a proposta em discussão após uma reunião realizada na Sala de Situação da Casa Branca.

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Autoridades iranianas também contestaram declarações recentes do presidente americano sobre os termos de um eventual entendimento, especialmente nos pontos relacionados à abertura do Estreito de Ormuz e às condições para eventual flexibilização das sanções impostas ao país.

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