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Líder iraniano zomba de alegação de Trump de que o Irã deve comprar produtos agrícolas dos EUA com ativos descongelados
Publicado 25/06/2026 • 15:17 | Atualizado há 1 hora
ALERTA DE MERCADO:
Petróleo volta a subir; Irã ataca cargueiro e eleva risco no Oriente Médio
Publicado 25/06/2026 • 15:17 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf
O presidente do Parlamento do Irã ironizou, nesta quinta-feira (25), as alegações do governo Trump de que os ativos descongelados da República Islâmica serão usados para comprar produtos agrícolas dos Estados Unidos.
A resposta de Mohammad Bagher Ghalibaf veio após dias de declarações do presidente Donald Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de que um acordo temporário de paz que levará ao desbloqueio dos ativos iranianos será um benefício para os agricultores americanos.
O comentário ocorreu enquanto Trump enfrenta críticas de alguns parlamentares republicanos por sua condução da guerra contra o Irã e do memorando de entendimento que a suspendeu para permitir negociações de paz.
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“Os Estados Unidos afirmam falsamente que nossos ativos descongelados vão comprar seus produtos agrícolas. Interessante”, escreveu Ghalibaf em uma publicação no X.
“A única safra que estamos colhendo é a que vocês plantaram: décadas de desconfiança”, escreveu Ghalibaf. “Ela é orgânica, abundante e produzida em casa. Mas, aparentemente, os EUA só exportam soja transgênica, promessas quebradas e provocações.”
A CNBC solicitou um comentário da Casa Branca sobre a publicação de Ghalibaf.
Trump, em uma publicação nas redes sociais na terça-feira, escreveu: “O dinheiro e/ou as sanções que o Tesouro dos Estados Unidos está liberando serão colocados em uma conta de garantia, controlada pelos EUA, e serão usados exclusivamente para a compra de alimentos e suprimentos médicos dos Estados Unidos, incluindo milho, trigo e soja de nossos grandes agricultores americanos.”
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Bessent, durante entrevista ao programa “Squawk Box”, da CNBC, na quarta-feira, reforçou essa afirmação, dizendo que o Departamento do Tesouro supervisionará os recursos iranianos quando forem liberados.
“Uma parcela muito grande desses recursos será destinada à compra de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos”, afirmou Bessent.
O Irã negou repetidamente essas alegações.
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Siga o Times | CNBCNo início desta semana, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que qualquer compra de produtos agrícolas será baseada em “preços e qualidade”, e não em condições impostas pelos Estados Unidos, informou a Associated Press.
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“É interessante que a filosofia e o objetivo da guerra, que eram a destruição da civilização iraniana e o colapso do Irã, tenham se transformado em enriquecer os agricultores americanos”, disse Baghaei.
Também nesta quinta-feira, o United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO), serviço britânico de alertas de segurança marítima, informou em uma publicação no X que um navio cargueiro que transitava pelo Estreito de Ormuz, próximo à costa de Omã, foi atingido “por um projétil desconhecido” em seu lado de estibordo, “causando danos à ponte de comando”.
Segundo o UKMTO, a embarcação não registrou vítimas nem impactos ambientais.
Também nesta quinta-feira, o The Wall Street Journal informou que o Irã busca arrecadar bilhões de dólares cobrando por serviços de segurança, proteção e meio ambiente no Estreito de Ormuz.
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Segundo o jornal, o Irã promove essa ideia sugerindo que seus vizinhos do Golfo Pérsico compartilhem a receita obtida com esses serviços.
O secretário de Estado Marco Rubio e Trump rejeitaram categoricamente a ideia de que navios que atravessem o estreito estejam sujeitos à cobrança de pedágios ou taxas.
O Estreito de Ormuz é o ponto de estrangulamento mais sensível do mundo para o transporte de petróleo. Antes de Estados Unidos e Israel iniciarem a guerra contra o Irã, no fim de fevereiro, 20% do petróleo consumido no mundo passava pelo estreito.
Pelo acordo de 60 dias que suspendeu a guerra, o Irã não pode impor pedágios a navios que transitam pelo estreito durante esse período.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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