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Petróleo: relação entre tempo e preço é determinante para os mercados diante da guerra no Irã
Publicado 06/03/2026 • 13:03 | Atualizado há 6 horas
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Publicado 06/03/2026 • 13:03 | Atualizado há 6 horas
KEY POINTS
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Petroleira
Em meio ao conflito armado entre Irã, EUA e Israel, os mercados temem o efeito em cascata que a prolongação da guerra pode causar. Nesse sentido, exportadores e importadores dos mais variados produtos podem sentir o impacto da alta do preço do petróleo.
Desde que o confronto começou, no dia 28 de fevereiro, o preço do barril de petróleo era de US$ 60 cada, conforme o índice de contratos futuros Brent. Na terça-feira (3), atingiu os US$ 80 e agora, está por volta de US$ 84,50.
Atualmente, o Estreito de Ormuz está fechado para a Europa, Israel e EUA. No entanto, caso a guerra se prolongue e chegue a 4 semanas ou mais – como estipulou o presidente americano, Donald Trump – a oferta de petróleo no mundo pode ser desafiada.
Como explicou Thomas Haugaard, gerente de portfólio da gestora de investimentos Janus Henderson, “até o momento, os mercados estão precificando um prêmio de risco energético, e não uma perda confirmada ou permanente de oferta, mas a situação continua avançando”.
Bom, mas o que pode acontecer no curto, médio e longo prazo? Veja as hipóteses levantadas pelo gestor.
Leia também: Bradesco: petróleo a US$ 80 por barril deve impactar crescimento da economia brasileira
Enquanto o conflito está no início, o mercado deve se guiar por dois elementos: pelo preço do barril de petróleo e por quanto tempo os valores persistem.
Por outro lado, “outros indicadores, como a dinâmica inflacionária e uma eventual reprecificação das taxas de juros do Federal Reserve (Fed) dos EUA, são secundários e só se tornam relevantes caso os preços de energia permaneçam elevados por um período prolongado”, detalhou Thomas Haugaard.
Sendo assim, na visão do gerente de portfólio da Janus Henderson, possíveis desfechos para o mercado de energia, diante da guerra entre Irã, EUA e Israel, são:
Ou seja, o tempo é determinante. Quanto mais longa for a alta da energia, maior será o impacto na macroeconomia. Além disso, ficará mais evidente a diferença de desempenho entre os mercados emergentes.
Leia também: Se conflito fechar Ormuz por mais de 40 dias, faltará petróleo no mundo, diz especialista
Entretanto, o conflito entre Irã, EUA e Israel ainda está no início. Logo, ainda há possibilidade de outros fatores influenciarem os mercados.
De acordo com Thomas Haugaard, a reação dos mercados está relacionada aos riscos de fornecimento de energia e transporte marítimo, e não à escalada geopolítica.
Sendo assim, os preços do petróleo refletem um prêmio de risco temporário. Ou seja, para o gerente, independentemente de qual for a manchete, as macroeconomias não devem sentir tanto impacto se o conflito não for prolongado.
Na verdade, “o impacto imediato dependerá de quão rápido os preços do mercado de energia e da logística marítima voltarem ao normal”, explicou Thomas. “Até agora, a reação dos investidores tem sido relativamente calma, com apenas leve aumento na percepção de risco e pouca corrida para ativos considerados seguros”, avaliou o gerente sobre o cenário atual do petróleo frente à guerra no Irã.
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