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Irã x EUA: os impactos da guerra na economia global até agora e o que ainda pode acontecer
Publicado 25/03/2026 • 21:59 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 25/03/2026 • 21:59 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A escalada militar entre Irã, Estados Unidos e Israel, iniciada no fim de fevereiro de 2026 no Oriente Médio, vem pressionando a economia global desde então e ganha novos desdobramentos agora.
O conflito, concentrado principalmente na região do Golfo Pérsico, elevou os preços da energia, pressionou mercados financeiros e reacendeu o temor de inflação e desaceleração econômica em diversas partes do mundo.
O primeiro impacto foi sentido no setor energético. Os ataques e a redução do fluxo de navios no Estreito de Ormuz afetaram uma das principais rotas de petróleo e gás do planeta, responsável por cerca de 20% do abastecimento global.
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Da mesma forma, o petróleo Brent saltou mais de 40% em poucas semanas, superando os US$ 100 por barril. O gás natural liquefeito também disparou, com alta próxima de 60%, de acordo com a Aljazeera.
A suspensão de produção no Catar, um dos maiores exportadores de GNL, agravou ainda mais o cenário.
Esse aumento encarece combustíveis, transporte e produção industrial. Países asiáticos como:
Grandes dependentes da região e que estão entre os mais afetados.
O impacto da energia cara já chega ao cotidiano. Mais de 80 países registraram aumento no preço da gasolina desde o início da guerra. Em alguns casos, a alta ultrapassa os 50%.
Governos começaram a adotar medidas emergenciais para conter o consumo, e há uma redução de jornadas de trabalho, incentivo ao home office e até restrições ao uso de veículos. Além disso, essas decisões, embora necessárias, reduzem a atividade econômica.
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Devido a isso, empresas também enfrentam custos maiores. No transporte marítimo, armadores evitam novos contratos por medo de prejuízo com o combustível mais caro. Isso pode afetar cadeias globais de abastecimento.
Os mercados financeiros reagiram rapidamente. As principais bolsas do mundo registraram quedas desde o início do conflito.
Na Ásia, as perdas foram mais acentuadas. O índice Nikkei, do Japão, caiu cerca de 11%, enquanto mercados da Índia e da Arábia Saudita também recuaram de forma significativa.
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Nos Estados Unidos, as quedas foram mais moderadas, refletindo a posição mais confortável do país no setor energético.
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O aumento dos preços da energia tende a se espalhar pela economia global. Combustíveis mais caros elevam o custo de transporte e produção, pressionando os preços de alimentos e serviços.
O alerta já foi feito pelo Fundo Monetário Internacional, e, se o conflito se prolongar, o risco de inflação global aumenta.
Há também o temor de estagflação, cenário em que a inflação sobe enquanto o crescimento desacelera. Episódios semelhantes ocorreram após crises do petróleo no passado, como nas décadas de 1970 e em 2008.
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Países mais vulneráveis, especialmente no sul global, podem enfrentar dificuldades adicionais, incluindo aumento da dívida pública caso juros subam.
O impacto no crescimento econômico dependerá da duração da guerra; em um cenário curto, os efeitos tendem a ser limitados. Mas, se o conflito persistir, as projeções indicam desaceleração.
Na zona do euro, o crescimento pode cair para cerca de 0,5%. Na China, pode ficar abaixo de 3%. Já os Estados Unidos devem apresentar desempenho melhor, com expansão próxima de 2,25%.
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A inflação também deve subir, ultrapassando 4% na Europa e chegando a cerca de 3% nos EUA. Isso pode levar bancos centrais a elevar juros, encarecendo crédito e freando ainda mais a economia.
O setor aéreo é outro afetado diretamente; o preço do combustível de aviação praticamente dobrou em algumas rotas, elevando o custo das passagens.
Além disso, o fechamento parcial do espaço aéreo no Oriente Médio força rotas mais longas entre Ásia, Europa e América do Norte. Isso aumenta ainda mais os custos operacionais.
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Companhias aéreas já anunciaram reajustes nas tarifas. O turismo global pode sofrer com a combinação de preços altos e menor oferta de voos.
A economia global entra em um período de incerteza. Se o conflito diminuir nas próximas semanas, os preços da energia podem recuar e aliviar a pressão.
Mas, se a guerra se prolongar, os impactos tendem a se aprofundar. Energia cara, inflação persistente e crescimento mais fraco formam um cenário delicado que pode afetar países em diferentes níveis.
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Os próximos meses na economia global serão decisivos para definir se o mundo enfrentará apenas um choque temporário ou uma nova crise econômica de maior escala.
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