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Custo de vida e rejeição a Trump pressionam republicanos nas eleições de meio de mandato
Publicado 02/11/2026 • 15:28 | Atualizado há 49 minutos
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Publicado 02/11/2026 • 15:28 | Atualizado há 49 minutos
KEY POINTS
Foto: Clash Report
A insatisfação com o governo de Donald Trump e a preocupação dos americanos com o custo de vida ganharam força na reta final das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Com a votação antecipada em andamento, eleitores relatam preocupação com o cenário político do país, a influência de bilionários e a conduta de representantes públicos. O preço da gasolina aparece entre as principais reclamações.
Nesta terça-feira, os americanos vão escolher os integrantes do novo Congresso. Estão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Atualmente, os republicanos controlam as duas Casas, mas chegam à votação pressionados pela avaliação negativa do presidente.
Levantamento citado pelo Commerzbank aponta que Trump tem 38% de aprovação e 60% de desaprovação, com saldo negativo de 22 pontos porcentuais. Para o banco, a inflação é um dos principais fatores de desgaste. A instituição avalia que o presidente não cumpriu a promessa de reduzir os preços logo no início do mandato e que medidas como tarifas comerciais e a guerra com o Irã contribuíram para novas pressões sobre os custos de energia. Aluguéis, alimentos e combustíveis também ganharam espaço no debate eleitoral, enquanto os democratas concentram sua campanha no custo de vida.
Leia mais: Governo Trump pede à Suprema Corte que analise recurso sobre voto por correio na Califórnia
O cenário representa um desafio especialmente para os republicanos na Câmara. Desde 1950, o partido que ocupa a Casa Branca perdeu, em média, cerca de 20 cadeiras nas eleições de meio de mandato. Com uma vantagem de apenas quatro assentos, os republicanos podem perder o controle da Câmara caso se confirme a projeção de avanço democrata de pelo menos 20 vagas.
A disputa pelo Senado também ficou mais acirrada nas últimas semanas. Um dos sinais de mudança aparece no Texas, tradicional reduto conservador. Pesquisa do New York Times em parceria com o Siena Research Institute (SRI), divulgada em 1º de novembro, mostra candidatos democratas à frente em cinco dos sete Estados considerados decisivos na disputa pela Casa.
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Siga o Times | CNBCTrump reagiu às pesquisas na véspera da votação e questionou a credibilidade dos levantamentos. O presidente afirmou que nunca conheceu alguém entrevistado por institutos e relatou que, durante um comício, apenas duas pessoas levantaram as mãos quando perguntou quem já havia participado de uma pesquisa. Também prometeu vetar todas as propostas caso os democratas conquistem a maioria e manifestou dúvidas sobre a segurança do processo eleitoral.
No campo judicial, uma ação apresentada pelo governo Trump foi rejeitada pela Justiça americana. O processo tentava impedir o Alasca de certificar uma eventual derrota do senador republicano Dan Sullivan, sob a alegação de que eleitores poderiam ter confundido o candidato com outro concorrente de mesmo nome.
Leia mais: Justiça dos EUA rejeita ação de Trump para barrar certificação de eleição no Alasca
O ING aponta que plataformas de apostas estimam entre 70% e 72% as chances de os democratas conquistarem o controle da Câmara e do Senado. O banco ressalva que algumas projeções sobre as consequências imediatas de uma vitória ainda são especulativas. Entre os riscos citados estão uma pressão sobre o dólar, impasses em torno do teto da dívida e uma possível paralisação prolongada do governo no próximo ano. Nesse cenário, Trump também poderia intensificar sua atuação na política externa.
O Commerzbank chama atenção para o risco de uma nova paralisação administrativa, já que o financiamento do governo está garantido somente até 11 de dezembro. Caso os democratas conquistem também o Senado, a influência de Trump sobre o Federal Reserve (Fed) poderia ser limitada, uma vez que as indicações para vagas no conselho da autoridade monetária dependem de aprovação dos senadores.
O banco ainda considera possível, embora com baixa probabilidade, uma contestação dos resultados eleitorais, acompanhada de ações judiciais e protestos. Um cenário desse tipo poderia abalar a confiança nas instituições americanas. Com a votação antecipada ainda em andamento, as projeções indicam a possibilidade de um Congresso mais dividido, em meio a disputas sobre inflação, orçamento e política externa.
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