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Decisão da Suprema Corte dos EUA pode afetar 1,3 milhão de imigrantes; entenda
Publicado 07/07/2026 • 14:17 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/07/2026 • 14:17 | Atualizado há 3 meses
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Foto: Canva
Decisão da Suprema Corte dos EUA pode afetar 1,3 milhão de imigrantes; entenda
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, anunciada neste mês, pode mudar o futuro de cerca de 1,3 milhão de imigrantes que vivem no país sob o Status de Proteção Temporária (TPS).
O entendimento da maioria dos ministros limita a possibilidade de revisão judicial sobre decisões do governo relacionadas ao programa, facilitando o encerramento das proteções concedidas a diferentes nacionalidades.
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A medida tem impacto imediato sobre parte dos beneficiários e pode influenciar novas ações do governo para revogar o benefício de outros grupos, de acordo com o The Guardian.
O Status de Proteção Temporária foi criado pelo Congresso dos Estados Unidos em 1990 para proteger pessoas que já estavam em território americano quando seus países passaram a enfrentar guerras, desastres naturais, epidemias ou outras crises consideradas temporárias.
Enquanto o benefício estiver em vigor, os participantes podem permanecer legalmente nos Estados Unidos, trabalhar mediante autorização e ficam protegidos contra a deportação. O programa, no entanto, não oferece um caminho automático para a residência permanente.
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Cada designação é concedida por tempo determinado e cabe ao secretário de Segurança Interna decidir se ela será renovada, ampliada para novos candidatos ou encerrada quando considerar que as condições do país de origem mudaram.
Por seis votos a três, a Suprema Corte concluiu que as decisões do secretário de Segurança Interna sobre concessão, renovação ou encerramento do TPS, em regra, não poderão mais ser revistas pelos tribunais.
A única exceção prevista são ações que apresentem alegações de violação direta da Constituição americana. No caso analisado, os ministros rejeitaram o argumento de que a revogação do TPS dos haitianos teria sido motivada por discriminação racial.
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A decisão reduz significativamente o espaço para contestar judicialmente futuras medidas do governo relacionadas ao programa e fortalece a autoridade do Poder Executivo para definir o destino das designações.
O caso analisado envolve diretamente mais de 300 mil haitianos e milhares de sírios que podem perder o TPS quando a decisão passar a produzir efeitos.
Na prática, quem perder o benefício também deixará de contar com autorização de trabalho. Caso não possua outro tipo de visto ou proteção migratória, poderá ficar sujeito aos procedimentos de deportação previstos pela legislação americana.
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Além dos grupos diretamente envolvidos no julgamento, especialistas apontam que o novo entendimento poderá servir de base para o encerramento de outras designações que atualmente ainda estão protegidas por decisões judiciais.
Atualmente, o programa contempla nacionalidades como El Salvador, Ucrânia, Sudão e Líbano, enquanto outros casos seguem em disputa na Justiça, incluindo Etiópia, Mianmar, Iêmen, Somália e Sudão do Sul.
Já o governo Trump promoveu o encerramento das proteções para países como Afeganistão, Camarões, Honduras, Nepal, Nicarágua e duas designações destinadas à Venezuela.
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Siga o Times | CNBCSegundo os dados apresentados no processo, os venezuelanos representam um dos maiores grupos afetados pelas revogações.
Sem o TPS e sem outro status migratório válido, os imigrantes passam a correr risco de detenção e deportação.
Em alguns casos, pessoas com processos de asilo ou pedidos de residência permanente ainda podem permanecer na Justiça migratória.
Porém, quem não conseguir demonstrar direito a outro tipo de proteção poderá ser removido para seu país de origem e ainda enfrentar restrições para retornar aos Estados Unidos durante vários anos.
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Também existe a possibilidade de permanência prolongada em centros de detenção enquanto as autoridades organizam a deportação.
Embora parte dos beneficiários possa solicitar asilo, as duas modalidades possuem critérios diferentes.
O TPS protege pessoas afetadas por crises generalizadas em seus países. Já o asilo exige que cada solicitante comprove perseguição individual por motivos específicos previstos na legislação americana.
Além disso, o governo também adotou medidas recentes que dificultam o processamento de pedidos de proteção migratória envolvendo cidadãos de diversos países atingidos por conflitos ou instabilidade.
Mesmo com a possibilidade de encerramento das proteções, o próprio Departamento de Estado americano continua classificando alguns desses países entre os destinos de maior risco para seus cidadãos.
Síria e Haiti permanecem sob recomendação de “não viaje”, devido à presença de conflitos armados, violência de gangues, terrorismo, sequestros e altos índices de criminalidade.
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Alertas semelhantes também continuam valendo para países como Afeganistão, Mianmar, Sudão e Iêmen, onde o governo americano cita riscos relacionados a guerras, terrorismo, violência e falta de segurança.
Além das consequências para os imigrantes, a decisão pode gerar reflexos econômicos em diversos setores dos Estados Unidos.
Segundo dados citados por organizações que acompanham o tema, beneficiários do TPS contribuem com bilhões de dólares em impostos todos os anos e ocupam funções importantes em áreas como construção civil, hotelaria, alimentação e saúde.
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Entre os imigrantes haitianos protegidos pelo programa, há milhares de profissionais que atuam em hospitais, escolas, restaurantes e no atendimento a idosos.
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