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Dólar recua aos R$ 5 com recuperação do apetite por risco em meio a avanços das negociações entre EUA e Irã
Publicado 20/05/2026 • 18:32 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 20/05/2026 • 18:32 | Atualizado há 4 meses
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PxHere
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta quarta-feira (20) em queda de 0,74%, a R$ 5, em uma sessão de enfraquecimento da moeda americana em detrimento das emergentes. O movimento é um reflexo da reabertura parcial do Estreito de Ormuz e dos sinais de avanço nas tratativas de paz entre Irã e EUA, que fizeram os preços do petróleo despencarem.
O dólar oscilou entre R$ 4,99 e R$ 5,1. Já o índice DXY, que compara a divisa dos EUA a uma cesta de moedas fortes, recuou 0,22%, para 99,108 pontos.
Na sessão, investidores reagiram positivamente à notícias de que 26 embarcações petroleiras puderam atravessar o estreito, ao passo que o presidente americano, Donald Trump, afirmou que as negociações estão chegando à fase final. A notícia derrubou a cotação do barril de petróleo, que fechou em queda de mais de 6%.
Segundo Nicolas Gass, estrategista de investimentos e sócio da GT Capital, a ata do Federal Reserve divulgada nesta quarta também funciona como uma âncora de curto prazo. O documento reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo pelo Fed, o que tende a pesar sobre o crescimento global.
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Siga o Times | CNBC“O mercado já precifica uma probabilidade superior a 40% de uma alta de juros pelo Fed em setembro, e parte relevante da curva já incorpora esse cenário. Isso limita uma abertura adicional de prêmio e abre espaço para realização nas taxas mais longas em sessões de menor aversão ao risco e maior estabilidade”, ele diz.
Outro ponto importante é o diferencial de juros. Com o Banco Central mantendo a Selic em 14,50%, frente ao juro americano na faixa de 3,5% a 3,85%, o spread real entre as moedas permanece atrativo para os investidores estrangeiros. “Esse diferencial não impacta apenas o movimento de hoje, mas sustenta ao longo do ano uma entrada consistente de capital estrangeiro”, afirma Gass.
“A queda do dólar e dos juros futuros nesta sessão, portanto, não parece estar ligada a um único gatilho. Trata-se muito mais de uma dinâmica estrutural, sustentada pela atratividade relativa do Brasil, que hoje oferece uma relação risco-retorno bastante interessante quando comparada a outros mercados emergentes que competem por esse mesmo fluxo internacional”, conclui o especialista.
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