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Dólar salta e volta aos R$ 5 com risco institucional no radar
Publicado 13/05/2026 • 17:50 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/05/2026 • 17:50 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Notas de dólar.
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta terça-feira (13) aos R$ 5, após disparar 2,31% . O movimento decorre de um aumento da percepção de risco local após uma reportagem revelar que o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) negociou o pagamento de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Por isso, o mercado prevê a continuidade da política fiscal atual, tida como expansionista e pouco afeita à austeridade.
Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, afirma que o Brasil segue pressionado por um ambiente externo mais cauteloso, pelo aumento da percepção de risco global, além dos ruídos políticos que continuam a trazer volatilidade aos mercados. “Pode haver movimentos pontuais de recuperação, mas ainda sem força suficiente para sustentar uma tendência mais consistente de alta.”, acrescentou.
Rafael Pastorello, gestor de portfólio do Banco Sofisa, comenta que o real se desvalorizou em um contexto de maior cautela por parte do investidor estrangeiro, que buscou proteção da redução da visibilidade sobre o cenário à frente. Ele acrescentou que, ainda assim, sob uma ótica estrutural, o Brasil permanece relativamente bem posicionado, com valuations mais atrativos em comparação às economias centrais e com exposição direta limitada aos principais focos de tensão geopolítica global.
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Siga o Times | CNBCNesse contexto, como vem sendo observado desde o início do ano, os fluxos de capital estrangeiro tendem a atuar como um amortecedor para choques mais adversos sobre os ativos locais. Isso, contudo, não elimina a possibilidade de novos episódios de correção, especialmente em um ambiente ainda marcado por desafios fiscais domésticos e elevada sensibilidade a eventos políticos.
Além do noticiário político, que abre margem para mais risco institucional ligados à corrupção, os índices de inflação ao consumidor e ao produtor dos Estados Unidos vieram acima do esperado, reforçando a percepção de que o Federal Reserve deverá manter os juros elevados por mais tempo. Em paralelo, diz David Martins, sócio-diretor da Brazil Wealth, as tensões entre EUA e Irã mantêm o petróleo elevado.
O EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York, chegou a cair 3,39%. A curva de juros longos abriu de forma expressiva e setores sensíveis a juros lideraram as perdas, afirmou. Já o índice DXY, que compara a moeda dos EUA a uma cesta de divisas fortes, teve alta de 0,21%, aos 98,505 pontos.
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