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Tarifa dos EUA: veja os 7 setores que podem sentir os efeitos além da indústria do plástico
Publicado 21/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/07/2026 • 06:00 | Atualizado há 2 meses
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Pixabay
A tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com início previsto para 22 de julho
A tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, com início previsto para 22 de julho, deve provocar impactos que vão muito além da indústria do plástico.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), a medida pode atingir cadeias produtivas que dependem do material como matéria-prima, embalagem ou componente, elevando custos, reduzindo a competitividade das exportações e afetando empresas de diferentes portes.
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A preocupação ganhou força após o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontar a indústria do plástico como uma das mais expostas às novas tarifas norte-americanas.
Para a Abiplast, o aumento dos custos para acessar o mercado dos Estados Unidos tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros e dificultar a manutenção de contratos comerciais, especialmente para pequenas e médias empresas exportadoras.
A entidade estima que as perdas relacionadas direta ou indiretamente ao setor podem variar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões caso o cenário se prolongue.
Embora o foco inicial recaia sobre a indústria de transformação do plástico, a entidade destaca que o material está presente em diversas cadeias produtivas. Por isso, os efeitos podem alcançar diferentes segmentos da economia.
Os principais setores citados são:
Em todos esses casos, o plástico é utilizado em embalagens, peças técnicas, componentes industriais, tubos, conexões, silos, lonas e diversos outros produtos essenciais para a produção.
O impacto não deve ficar restrito às empresas que exportam diretamente para os Estados Unidos. Como o plástico participa de diferentes etapas da produção industrial, eventuais aumentos de custos podem atingir fabricantes de bens de consumo e outros segmentos que utilizam o material em seus processos.
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A Abiplast também aponta que áreas como a indústria têxtil e o setor calçadista podem sofrer reflexos indiretos devido ao uso de componentes plásticos em seus produtos.
As pequenas e médias exportadoras aparecem entre as mais preocupadas com a nova tarifa. Com menor capacidade para absorver custos adicionais, essas empresas tendem a enfrentar maior dificuldade para competir com fornecedores de outros países.
Na avaliação da entidade, isso pode resultar em redução das vendas externas, perda de clientes e pressão sobre o faturamento.
Dados apresentados pela associação indicam ainda que as exportações brasileiras para os Estados Unidos já registraram queda de 13% desde o início de 2025, movimento que atingiu principalmente bens industriais.
Os impactos não se limitam aos fabricantes de produtos plásticos. Uma desaceleração nas exportações pode afetar empresas responsáveis pelo fornecimento de matérias-primas, recicladoras, fabricantes de máquinas e equipamentos, além dos setores de transporte e logística que atendem a indústria.
Segundo a Abiplast, toda a cadeia ligada à produção industrial pode sofrer com a redução do volume exportado.
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Outro ponto de atenção envolve os investimentos realizados pelo setor. Somente no primeiro semestre, a indústria do plástico destinou cerca de R$ 5 bilhões para modernização de fábricas, ampliação da capacidade produtiva e projetos voltados à sustentabilidade.
Caso a redução das exportações se mantenha por um período mais longo, empresas poderão revisar planos de expansão. A cadeia reúne mais de 14,9 mil empresas e emprega cerca de 409,4 mil trabalhadores no Brasil.
Com menos espaço para vender aos Estados Unidos, parte da produção pode ser direcionada ao mercado brasileiro.
O aumento da oferta tende a intensificar a concorrência entre fabricantes, pressionando preços e reduzindo margens de lucro.
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Ao mesmo tempo, exportadores terão de buscar novos destinos para seus produtos em um cenário internacional mais disputado, já que empresas de outros países também podem redirecionar suas vendas diante das tarifas e restrições impostas pelo mercado norte-americano.
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