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Estratégia econômica: Emirados Árabes afirmam que deixar Opep não foi decisão política 

Publicado 16/05/2026 • 20:27 | Atualizado há 21 minutos

KEY POINTS

  • Emirados Árabes Unidos afirmam que decisão de deixar a Opep e a Opep+ foi tomada com base no interesse nacional e na estratégia econômica do país.
  • Ministro da Energia, Suhail Mohamed Al Mazrouei, diz que país segue comprometido com a estabilidade do mercado global de petróleo.

Bandeira dos Emirados Árabes Unidos com vista de Dubai ao fundo

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram neste sábado (16) que a decisão de deixar a Opep e a Opep+ foi motivada por interesses econômicos e estratégicos do país, e não por razões políticas.

“Essa decisão veio após uma avaliação abrangente da política nacional de produção e de suas capacidades futuras, sendo baseada exclusivamente no interesse nacional dos Emirados Árabes Unidos, em sua responsabilidade como fornecedor confiável de energia e em seu compromisso inabalável com a estabilidade do mercado”, afirmou o ministro da Energia, Suhail Mohamed Al Mazrouei, em publicação na rede X.

Os Emirados anunciaram no início do mês que deixariam a OPEP, grupo do qual faziam parte desde 1967, antes mesmo da fundação oficial do país.

Segundo Al Mazrouei, a saída “não se baseia em considerações políticas” nem reflete divisões entre os Emirados e os demais parceiros da organização.

O ministro classificou a decisão como uma “escolha soberana e estratégica”, ligada à visão econômica de longo prazo do país, à evolução de sua capacidade energética e ao compromisso com a segurança energética global.

Antes da guerra, os Emirados produziam pouco mais de 3 milhões de barris de petróleo por dia, próximo das metas estabelecidas pela Opep+. Abu Dhabi tinha como objetivo elevar a capacidade para 4,9 milhões de barris diários. Com o conflito, porém, a produção caiu para um intervalo entre 1,8 milhão e 2,1 milhões de barris por dia.

Após a saída anunciada, analistas destacaram o peso dos Emirados dentro da Opep. Segundo Jorge León, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, o país era o membro mais influente do grupo depois da Arábia Saudita.

Os Emirados e os sauditas também concentram a maior parte da chamada capacidade ociosa global de produção, estimada em mais de 4 milhões de barris por dia. Essa reserva é considerada estratégica para responder rapidamente a choques de oferta e períodos de crise.

Os preços do petróleo avançaram na sexta-feira em meio à expectativa de que o presidente Donald Trump volte a focar no conflito envolvendo o Irã após deixar uma cúpula na China com o presidente Xi Jinping.

O barril do petróleo Brent fechou em alta de mais de 3%, cotado a US$ 109,26, enquanto o WTI subiu mais de 4%, para US$ 105,42. No acumulado do ano, o Brent já registra valorização de 74%, embora ainda abaixo do pico de US$ 118 alcançado em abril.

Também na sexta-feira, Abu Dhabi anunciou a aceleração da construção de um novo oleoduto ligando o emirado a Fujairah, em uma tentativa de ampliar a capacidade de exportação e reduzir a dependência do Estreito de Hormuz.

O projeto, previsto para entrar em operação em 2027, deve dobrar a capacidade exportadora da ADNOC.

A nova estrutura surge em meio à pressão sobre o fornecimento global de energia, às limitações no fluxo pelo Estreito de Hormuz e aos ataques recorrentes contra infraestrutura energética e rotas marítimas da região.

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