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Trump diz que Brasil falhou em combater PCC e Comando Vermelho e cobra reação mais agressiva

Publicado 16/09/2026 • 17:32 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Governo Trump acusa o Brasil de não conter o avanço do PCC e do CV e cobra uma reação mais agressiva contra as duas facções.
  • Documento afirma que PCC e CV fizeram do país um centro para fluxos globais de cocaína e representam uma ameaça internacional crescente.
  • Apesar da cobrança, Brasil não integra a relação dos EUA de grandes países de trânsito ou produção ilícita de drogas.

O governo de Donald Trump acusou o Brasil de não conter a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) e afirmou que as duas facções transformaram o país em um centro para os fluxos globais de cocaína. A avaliação consta de uma determinação presidencial sobre os principais países de trânsito ou produção de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027, encaminhada ao Congresso americano na terça-feira (15).

No documento, publicado nesta quarta-feira (16), Washington afirma que PCC e CV representam uma “ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo” e cobra do governo brasileiro medidas mais agressivas para impedir a expansão das organizações, classificadas pelos Estados Unidos como terroristas estrangeiras.

Brasil é alvo de cobrança direta

A crítica aparece no trecho em que o governo Trump avalia o combate ao narcotráfico no Hemisfério Ocidental. Segundo o documento, “o governo do Brasil falhou em confrontar” PCC e CV, que teriam transformado o país em um “hub para os fluxos globais de cocaína”.

Leia também: Classificação de PCC e CV eleva tensão entre EUA e Brasil, diz especialista

Washington afirma ainda que o Brasil “precisa urgentemente tomar medidas agressivas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam”. A determinação não detalha, porém, quais ações deveriam ser tomadas pelas autoridades brasileiras nem apresenta dados sobre o volume de drogas movimentado pelas facções.

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A avaliação sobre o Brasil contrasta com os elogios feitos pelo governo americano a países que, segundo o documento, têm adotado medidas para reduzir o fluxo de drogas e combater cartéis e organizações classificadas pelos EUA como “narcoterroristas”. Argentina, Equador e El Salvador são citados nesse contexto.

Brasil não entra na lista de grandes países de trânsito

Mesmo com a crítica à atuação contra PCC e CV, o Brasil ficou fora da relação de países formalmente identificados pelos Estados Unidos como grandes territórios de trânsito ou produção ilícita de drogas. A lista inclui, entre outros, Colômbia, México, Venezuela, Peru, Equador e Bolívia.

Leia também: Itamaraty destaca caráter unilateral de decisão dos EUA sobre PCC e CV e riscos à soberania nacional

A própria determinação esclarece que a presença nessa relação não significa necessariamente uma avaliação negativa dos esforços antidrogas de determinado governo. A classificação também considera aspectos geográficos, comerciais e econômicos que podem favorecer o trânsito ou a produção de entorpecentes e de seus precursores.

A divulgação ocorre enquanto os Estados Unidos retomam ataques contra embarcações no Oceano Pacífico. O Comando Sul americano informou nesta quarta-feira o afundamento de outro barco do Equador que, segundo os EUA, apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar.

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