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Europa consegue se defender sem os EUA? O desafio que preocupa a OTAN
Publicado 08/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
A Europa consegue se defender sem os EUA? O desafio que preocupa a Otan
A redução da participação militar dos Estados Unidos na Europa dominou os debates da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), realizada nesta semana em Ancara, na Turquia.
A mudança ocorre enquanto Washington redireciona parte de seus recursos para a região do Pacífico e aumenta a preocupação entre os aliados europeus sobre a capacidade de manter a segurança do continente diante da ameaça representada pela Rússia.
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Nos últimos anos, os Estados Unidos desempenharam um papel central na estrutura de defesa da OTAN, oferecendo desde tropas até equipamentos considerados estratégicos, como bombardeiros de longo alcance, aviões de reabastecimento em voo, porta-aviões e submarinos.
De acordo com o The Wall Street Journal, com a decisão do governo norte-americano de reduzir parte dessa presença, os países europeus passaram a discutir formas de compensar essas perdas.
O objetivo é evitar que a capacidade de resposta da aliança seja enfraquecida em um momento de tensão crescente no continente.
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Segundo autoridades da OTAN, alguns avanços já foram feitos. Países europeus destinaram novos caças para missões da aliança e estudam ampliar o uso de mísseis de longo alcance baseados em terra como alternativa aos bombardeiros estratégicos dos Estados Unidos.
Apesar dos esforços, especialistas militares avaliam que algumas estruturas de defesa não podem ser substituídas rapidamente. Entre elas estão os bombardeiros de longo alcance e a ampla capacidade de reabastecimento aéreo, fundamentais para operações militares em grandes distâncias.
Outro desafio envolve a produção de equipamentos. Embora diversos governos tenham aumentado os investimentos em defesa desde o início da guerra na Ucrânia, a indústria militar europeia ainda enfrenta limitações para acelerar a fabricação de armamentos, munições e sistemas de combate.
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Essa combinação faz com que parte dos integrantes da OTAN considere a transição mais lenta do que o desejado.
O debate acontece enquanto a Rússia mantém ataques contra a Ucrânia e continua investindo na modernização de suas Forças Armadas. Para líderes da OTAN, esse cenário exige que os países aliados fortaleçam sua capacidade de defesa coletiva.
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Siga o Times | CNBCDurante a abertura da cúpula, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que o momento exige rapidez na ampliação das capacidades militares da aliança e destacou que Moscou continua direcionando uma parcela significativa de seus recursos para a área de defesa.
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Além da guerra na Ucrânia, autoridades europeias afirmam que a Rússia mantém ações de sabotagem e outras atividades classificadas como guerra híbrida em diferentes países do continente, aumentando o nível de alerta entre os membros da organização.
A decisão dos Estados Unidos faz parte de uma estratégia de concentrar mais recursos militares no Pacífico, diante do crescimento das tensões envolvendo a China.
Ao mesmo tempo, Washington informou que continuará oferecendo seu guarda-chuva nuclear aos aliados europeus.
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Mesmo assim, militares e ex-integrantes da OTAN alertam que a retirada de parte das forças convencionais pode gerar um período de vulnerabilidade até que os países europeus consigam desenvolver capacidades equivalentes.
Também cresce a preocupação de que a aliança passe a depender mais da dissuasão nuclear caso as limitações das forças convencionais não sejam superadas.
Enquanto o governo norte-americano revisa sua presença militar na Europa, parlamentares dos dois principais partidos articulam medidas para impedir cortes mais profundos no número de soldados estacionados no continente.
Também existe um debate sobre a manutenção dos estoques de equipamentos militares já posicionados em território europeu.
Comandantes militares defendem que esses materiais permaneçam na região para garantir rapidez em uma eventual resposta a futuras crises.
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A discussão mostra que, embora a Europa tenha ampliado seus investimentos em defesa, a substituição da estrutura militar construída pelos Estados Unidos ao longo de décadas continua sendo um dos maiores desafios enfrentados atualmente pela OTAN.
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