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Ex-assessor de Trump, John Bolton se declara culpado por reter informações de defesa nacional
Publicado 26/06/2026 • 15:47 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/06/2026 • 15:47 | Atualizado há 1 hora
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John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump,
John Bolton, ex-conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, declarou-se culpado nesta sexta-feira, em um tribunal federal de Maryland, por uma acusação criminal de retenção de informações de defesa nacional.
O material em questão foi mantido por Bolton, hoje com 77 anos, após deixar o governo e utilizado na preparação de um livro sobre sua passagem pela administração Trump, obra que traz críticas ao presidente.
“Bolton utilizou contas pessoais para enviar informações sigilosas a familiares que não estavam autorizados a acessá-las, incluindo uma conta de e-mail pessoal que posteriormente foi invadida por um agente cibernético supostamente ligado à República Islâmica do Irã”, afirmou o Departamento de Justiça dos EUA em comunicado divulgado nesta sexta-feira.
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Segundo o órgão, os documentos continham informações classificadas até o nível Top Secret, além de Informações Compartimentadas Sensíveis (SCI), incluindo planos militares de adversários estrangeiros, ações secretas do governo americano em outros países e dados de inteligência sobre líderes estrangeiros obtidos por fontes humanas clandestinas e comunicações interceptadas.
Bolton poderá ser condenado a até cinco anos de prisão quando for sentenciado, em 28 de outubro.
Ele também concordou em pagar uma multa de US$ 2,25 milhões, de acordo com os promotores. Em razão da condenação, Bolton e seus beneficiários perderão o direito a anuidades e aposentadoria federal.
Questionado pelo juiz Theodore Chuang se pretendia se declarar culpado, Bolton respondeu: “Sim, meritíssimo, e lamento por isso”, segundo o veículo MS Now.
Parte da audiência realizada no Tribunal Distrital dos EUA em Greenbelt ocorreu sob sigilo devido a preocupações relacionadas à segurança nacional.
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“O sr. Bolton conhecia os danos que o manuseio inadequado de material confidencial poderia causar à segurança nacional e, ainda assim, cometeu essa conduta, colocando vidas americanas em risco”, afirmou a procuradora federal de Maryland, Kelly O’Hayes.
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Siga o Times | CNBCCrítico ferrenho de Trump nos últimos anos, Bolton havia sido indiciado em outubro por um grande júri sob oito acusações de transmissão de informações de defesa nacional e outras dez por retenção desse tipo de material.
Segundo os promotores, as demais acusações serão retiradas quando a sentença for proferida.
Agentes do FBI realizaram buscas na residência de Bolton, em Bethesda, Maryland, e em seu escritório em Washington, em 22 de agosto, como parte da investigação criminal conduzida pelo Departamento de Justiça.
Bolton foi conselheiro de segurança nacional de Trump entre abril de 2018 e setembro de 2019.
Ele é um dos três críticos de destaque de Trump que enfrentaram acusações criminais federais desde o retorno do republicano à Casa Branca, em janeiro de 2025, para um segundo mandato não consecutivo.
Os outros dois são o ex-diretor do FBI, James Comey, e a procuradora-geral de Nova York, Letitia James.
Comey foi acusado de prestar falso testemunho e obstrução relacionados a depoimentos dados ao Senado há quase cinco anos. Já Letitia James foi indiciada por fraude bancária e falsas declarações a uma instituição financeira em conexão com uma hipoteca obtida para comprar uma casa de três quartos na Virgínia.
Em novembro, um juiz arquivou ambos os casos, concluindo que o principal promotor responsável pelas ações, escolhido por Trump, havia sido nomeado de forma irregular.
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Comey voltou a ser indiciado em 28 de abril, desta vez em um tribunal federal da Carolina do Norte, sob acusação de ameaçar a vida de Trump ao publicar no Instagram uma foto de conchas formando o número “8647”.
Tanto Comey quanto Letitia James negam qualquer irregularidade e afirmam ter sido alvo do Departamento de Justiça por sua oposição ao presidente.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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