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Exclusivo CNBC: Bessent defende restrições à China, avalia cortes de juros e futuro do Fed
Publicado 19/08/2025 • 09:39 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 19/08/2025 • 09:39 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou, em entrevista à CNBC nesta terça-feira (19), que as restrições impostas às exportações da Nvidia para a China não devem ser vistas como política industrial, mas como uma medida de segurança nacional.
Bessent destacou que o objetivo de Washington é evitar que a tecnologia americana fique isolada do padrão global de desenvolvimento, como ocorreu historicamente com o Japão.
Ao falar sobre o chip H20 da Nvidia, criado para atender exigências regulatórias, Bessent afirmou que a medida integra a estratégia dos EUA de limitar o acesso da China a tecnologias de ponta, mantendo a liderança americana sem excluir empresas nacionais do processo.
Questionado sobre o papel da Intel no setor de semicondutores, o secretário negou que haja intenção de forçar companhias a comprar da fabricante americana. “Não queremos forçar nenhuma empresa a comprar da Intel. O que queremos é investir para que a Intel tenha a condição de oferecer os chips e estabilizar sua produção dentro dos Estados Unidos”, disse.
Bessent ainda rejeitou a comparação com políticas de resgate a empresas consideradas “grandes demais para quebrar”, mas reforçou que os EUA não podem correr o risco de ficar dependentes de fornecedores externos em situações de crise, como ocorreu durante a pandemia.
O secretário também comentou o processo de escolha do próximo presidente do Federal Reserve (Fed), após a saída de Jerome Powell.
Segundo ele, 11 candidatos estão sendo avaliados e a lista será reduzida próximo ao Dia do Trabalho (1° de setembro), para então ser apresentada ao presidente Donald Trump.
“Vou me encontrar com eles [candidatos], possivelmente um pouco antes ou depois do Dia do Trabalho, tentando reduzir essa lista e apresentar ao presidente Donald Trump um grupo menor. A maioria já esteve no Fed ou no setor privado. Estou bem animado para encontrar com todos eles”, disse.
Sobre a política monetária, Bessent avaliou que a inflação e o mercado de trabalho seguem em níveis administráveis, o que abre espaço para cortes de juros. Ele defendeu que reduções graduais podem estimular investimentos e renda das famílias, permitindo crescimento econômico mais sustentável.
“Não basta olhar o valor completo da taxa, é preciso analisar onde investir para gerar impacto positivo sem pressionar a inflação”, afirmou.
Por fim, o secretário observou que a queda dos juros pode favorecer uma retomada econômica em um ou dois anos, caso direcionada aos setores corretos, reduzindo preços e incentivando investimentos.
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