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EXCLUSIVO CNBC: Risco de inflação nos EUA está mais forte e Fed deveria mudar tom, diz ex-dirigente

Publicado 05/05/2026 • 21:15 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ex-presidente do Fed de Kansas City disse que inflação nos EUA ainda não foi totalmente descartada como risco para o Fomc.
  • Esther George afirmou que o Fed deveria ajustar a linguagem do comunicado para refletir maior risco de alta nos preços.
  • Ex-dirigente disse não acreditar que a pressão política da Casa Branca seja a motivação para a postura atual do banco central.

A inflação nos Estados Unidos ainda representa risco relevante para o Federal Reserve e deveria levar o banco central americano a mudar o tom de sua comunicação, afirmou Esther George, ex-presidente do Fed de Kansas City, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo ela, o Fed adiou por algum tempo uma resposta mais dura à inflação, na expectativa de que os preços se normalizassem. No entanto, choques sucessivos mantiveram a pressão inflacionária mesmo após cortes de juros.

“Nós temos há algum tempo adiado a questão da inflação, esperando e torcendo para que ela se normalize”, disse George. “Ao longo do último ano, vimos diversos choques que mantiveram a pressão sobre ela, mesmo com o Fed reduzindo as taxas de juros.”

Questionada sobre a possibilidade de a inflação chegar a 5%, George afirmou que esse cenário é possível. Para ela, a sequência de choques pode começar a aparecer de forma mais clara nos dados.

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“Eu acho que é uma possibilidade”, afirmou. “Haverá um ponto, dada a série de choques que tivemos, em que começaremos a ver essa pressão ascendente.”

George disse que, se ainda fosse membro do Fed, teria considerado apropriado ajustar a redação do comunicado da última reunião. Segundo ela, o comitê deveria reconhecer que o balanço de riscos mudou.

“A inflação agora mostra um risco de alta mais forte do que em qualquer outro momento”, disse.

A ex-dirigente avaliou que o mercado de trabalho parece “razoavelmente desequilibrado” e que o Fed precisa estar preparado para cenários diferentes na economia.

Para George, a orientação atual do banco central, ao sugerir que o afrouxamento monetário ainda pode estar na mesa, transmite um sinal inadequado diante dos dados recentes.

“Eu ficaria preocupada em enviar sinais que sugerem que o afrouxamento seria uma opção sobre a mesa diante dos dados que estamos olhando hoje”, afirmou.

Ela também destacou que a principal âncora buscada pelo Fed é manter as expectativas de inflação em torno de 2%. Na avaliação da ex-presidente do Fed de Kansas City, alguns indicadores já sugerem desvio em relação a essa meta.

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Questionada se o viés de afrouxamento do Fed seria uma resposta à pressão política da Casa Branca por cortes de juros, George disse não acreditar que essa seja a motivação do comitê.

“Com base na minha experiência, não creio que essa seja a motivação para manter essa linguagem”, afirmou.

Segundo ela, o Fed tem tentado avaliar as dinâmicas do mercado de trabalho e cumprir seu duplo mandato, tarefa que se torna mais difícil diante de choques vindos de políticas públicas e do cenário geopolítico.

George afirmou que é compreensível que o comitê busque manter a postura atual e agir com paciência enquanto observa a evolução dos dados, desde que ainda tenha espaço para isso.

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