Senadores apresentam texto de compromisso para evitar que stablecoins sejam tratadas como depósitos bancários.
Empresas como Coinbase pedem votação já na semana de 11 de maio no Comitê Bancário do Senado.
Bancos ainda não se posicionaram sobre a proposta e demonstram preocupação com possíveis brechas.
Empresas do setor de criptomoedas estão pressionando o Congresso dos Estados Unidos a avançar com a legislação conhecida como CLARITY Act, após a divulgação de um texto de compromisso que busca encerrar o impasse entre bancos e o setor cripto sobre recompensas em stablecoins.
A proposta, apresentada pelos senadores Angela Alsobrooks (D-Md.) e Thom Tillis (R-N.C.), estabelece limites claros. O texto proíbe empresas de oferecer recompensas semelhantes a juros por manter stablecoins, mas permite incentivos quando os ativos são utilizados em transações.
Pressão por votação imediata
Após a divulgação do texto, empresas e entidades do setor passaram a defender celeridade no processo. A Coinbase e grupos da indústria pedem que o Comitê Bancário do Senado vote o projeto já na semana de 11 de maio.
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, reforçou o apelo publicamente. Ele afirmou que o comitê deve “marcar” o projeto, ou seja, levá-lo à votação, em publicação na rede X.
A presidente da Blockchain Association, Summer Mersinger, também apoiou a proposta. “É um passo na direção certa e pedimos que o comitê avance sem demora”, declarou.
Debate com bancos segue em aberto
Apesar do avanço, o posicionamento do setor bancário ainda é incerto. Grupos bancários ainda não se manifestaram oficialmente sobre o novo texto, embora já tenham demonstrado preocupação.
Segundo uma fonte da indústria, há receio de que o projeto contenha brechas que permitam pagamentos semelhantes a juros, o que poderia afetar depósitos bancários.
Essa incerteza pode influenciar o andamento da proposta. Caso as preocupações levem republicanos a votarem contra, a votação ainda neste mês pode ser comprometida.
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O presidente do Comitê Bancário, Tim Scott (R-S.C.), indicou progresso nas negociações. Ele afirmou que o grupo está “se aproximando de um consenso” e trabalha para uma votação bipartidária em maio.
Ainda assim, não há garantia de apoio total. Não está claro se todos os 13 republicanos do comitê apoiarão o projeto, fator que já levou ao cancelamento de uma votação prevista para janeiro.
O senador Thom Tillis, aliado do setor bancário, disse estar satisfeito com o texto. Ele afirmou que incentivou a marcação da votação no comitê.
Mesmo com negociações em andamento, persistem diferenças entre os partidos. Embora alguns democratas apoiem o avanço da proposta, ainda há divergências, incluindo questões éticas.
A senadora Angela Alsobrooks avaliou o acordo de forma parcial. Ela disse estar satisfeita com as regras sobre recompensas, mas afirmou que o projeto ainda precisa de “mais compromissos e melhorias”.
O senador Bernie Moreno (R-Ohio) afirmou que espera apoio bipartidário, mas mantém cautela. “Provavelmente vai passar como um projeto partidário e depois resolveremos as preocupações dos democratas”, disse.
Ele comparou as negociações a uma situação recorrente. “Eles continuam adicionando demandas, e nós fomos bastante acomodativos, mas em algum momento é preciso encerrar”, concluiu.
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