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Fechamento do Estreito de Ormuz prejudicaria o próprio Irã”, avalia analista de mercado
Publicado 23/06/2025 • 12:13 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 23/06/2025 • 12:13 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC — nesta segunda-feira (23), Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, comentou o impacto dos recentes ataques dos Estados Unidos e o risco de escalada no conflito com o Irã, especialmente com relação a um possível fechamento do Estreito de Ormuz, ponto estratégico do comércio global de petróleo.
Segundo ele, o mercado começou o dia reagindo com alta de cerca de 4% no preço do petróleo, mas os ganhos foram reduzidos ao longo da manhã. O petróleo passou a operar em queda diante do que Cordeiro descreve como “ceticismo do mercado em relação à capacidade real do Irã de bloquear o estreito”.
“O mercado já não trabalha com essa possibilidade com tanta força”, afirmou o analista, destacando dois fatores: a capacidade militar limitada do Irã para realizar um bloqueio efetivo e o fato de que isso afetaria negativamente o próprio país, já que uma parte significativa das exportações iranianas também depende do estreito.
Ainda segundo ele, o mercado está em compasso de espera, acompanhando com cautela as próximas reações do Irã após os ataques americanos.
“A intensidade e o nível dos ataques vão ser precificados ao longo dos próximos dias”, disse Cordeiro. “Por enquanto, o mercado segue mais atento e cauteloso.”
Ao comentar os impactos de um eventual fechamento total do Estreito de Ormuz, Bruno Cordeiro alertou que é difícil estimar com precisão um “teto” para o preço do petróleo, já que a região é extremamente sensível.
Segundo ele, cerca de 20% de todo o petróleo global passa por ali, envolvendo grandes produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o próprio Irã — muitos deles membros da Opep+.
“Há a possibilidade de escoamento por outras rotas, como o oleoduto de Dourado para o Mar Vermelho, mas essa alternativa é limitada e atende principalmente à Arábia Saudita”, explicou.
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Ele ressalta que, embora haja caminhos alternativos, eles não seriam suficientes para evitar o impacto global em caso de interrupção total.
“Quando observamos a situação como um todo, é difícil prever qual seria o impacto real sobre o equilíbrio global de oferta e demanda”, completou.
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