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Acordo comercial entre Reino Unido e países do Golfo é uma “conquista monumental”, diz ministro da Indústria do Bahrein à CNBC
Publicado 21/05/2026 • 08:48 | Atualizado há 18 minutos
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Publicado 21/05/2026 • 08:48 | Atualizado há 18 minutos
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O acordo comercial entre o Reino Unido e países do Golfo é uma “conquista monumental”, afirma o ministro da Indústria e Comércio do Bahrein.
O acordo comercial entre o Reino Unido e os países do Golfo é uma “conquista monumental”, afirmou à CNBC o ministro da Indústria e Comércio do Bahrein.
Abdulla bin Adel Fakhro disse que o acordo de livre comércio, anunciado na quarta-feira, representa uma situação vantajosa para ambos os lados — o Reino Unido e o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) — além de ser “muito significativo”.
“O tamanho deste acordo de livre comércio é muito grande; o comércio bilateral entre os países é muito amplo e os investimentos entre eles também são muito expressivos”, afirmou à CNBC durante entrevista ao jornalista Dan Murphy, acrescentando que espera um crescimento nessas áreas de cooperação graças ao acordo.
“Nós realmente consideramos isso uma conquista monumental; é bastante significativo tanto para o GCC quanto para o Reino Unido”, acrescentou.
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O acordo surge em um momento turbulento para o GCC, com a guerra entre Estados Unidos e Irã gerando instabilidade para setores estratégicos da região, como petróleo e gás, exportações e economias locais. Ministros da região têm enfatizado que o bloco permanece aberto para negócios, temendo que o conflito em andamento afaste investidores.
“As agressões iranianas contra o GCC foram não provocadas, inaceitáveis e ilegais, e a resposta dos países do GCC foi muito prudente e contida, focada na estabilidade e na continuidade do crescimento econômico — e até mesmo na aceleração desse crescimento”, afirmou Fakhro.
“Hoje, o GCC como bloco está significativamente mais unido, mais forte, mais integrado e mais focado nas áreas que precisamos fortalecer, seja manufatura industrial, cadeias de suprimento e semelhantes, mais do que nunca”, acrescentou o ministro.
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O GCC é formado por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que juntos possuem um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 trilhões e uma população de mais de 57 milhões de pessoas.
Quando totalmente implementado, o acordo eliminará cerca de 580 milhões de libras esterlinas (US$ 780 milhões) por ano em tarifas, com base nos níveis atuais de exportações britânicas para o GCC, segundo o Departamento de Negócios e Comércio do Reino Unido. Desse total, 360 milhões de libras serão eliminados imediatamente na entrada em vigor do acordo.
Algumas tarifas aplicadas pelos países do Golfo sobre importações do Reino Unido — como automóveis, turbojatos, componentes aeroespaciais e alimentos como queijo cheddar e chocolate — serão removidas imediatamente. Outras, como tarifas sobre veículos elétricos, serão eliminadas após períodos acordados de cinco ou dez anos.
Fakhro afirmou que o acordo também será benéfico para o Golfo, já que o Reino Unido é visto como líder em setores como fintech, serviços e manufatura avançada.
“Esperamos uma colaboração muito maior nessas indústrias”, afirmou. Segundo ele, a indústria petroquímica do Golfo também será amplamente beneficiada pelo acordo comercial.
No anúncio realizado na quarta-feira, o Reino Unido classificou o tratado como uma “grande vitória” e um acordo “histórico”, estimando que ele poderá gerar um aumento de 3,7 bilhões de libras (US$ 4,9 bilhões) por ano para a economia britânica no longo prazo.
“O Reino Unido poderá registrar crescimento econômico mais forte e salários maiores por décadas após se tornar o primeiro país do G7 a fechar um acordo comercial com o GCC”, afirmou o Departamento de Negócios e Comércio britânico ao anunciar o acordo.
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Segundo o governo britânico, o tratado reflete a “solidariedade e a cooperação de longo prazo com seus parceiros do Golfo”.
O acordo também representa um impulso importante para o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que enfrenta desafios à sua liderança em um momento em que a economia do Reino Unido sofre pressões decorrentes da guerra com o Irã.
“O acordo de hoje é uma enorme vitória para as empresas britânicas e para os trabalhadores, que sentirão seus benefícios nos próximos anos por meio de salários maiores e mais oportunidades”, afirmou Starmer.
“Os países do Golfo são parceiros econômicos valiosos, e este acordo aprofunda essa relação, construindo confiança e abrindo novas possibilidades para comércio e investimentos”, acrescentou.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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