CNBC
OpenAI

CNBCEmpresas de IA deixam de focar em modelos maiores e passam para sistemas mais baratos e inteligentes

Mundo

Acordo comercial entre Reino Unido e países do Golfo é uma “conquista monumental”, diz ministro da Indústria do Bahrein à CNBC

Publicado 21/05/2026 • 08:48 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O acordo comercial entre o Reino Unido e os países do Golfo é uma “conquista monumental”, afirmou o ministro da Indústria do Bahrein à CNBC.
  • Abdulla bin Adel Fakhro disse que o acordo representa ganhos mútuos para o Reino Unido e os países do Golfo.
  • O tratado também beneficia o Reino Unido ao abrir uma grande quantidade de comércio livre de tarifas com a ampla e rica base de consumidores do Oriente Médio.

Wikimedia Commons

O acordo comercial entre o Reino Unido e países do Golfo é uma “conquista monumental”, afirma o ministro da Indústria e Comércio do Bahrein.

O acordo comercial entre o Reino Unido e os países do Golfo é uma “conquista monumental”, afirmou à CNBC o ministro da Indústria e Comércio do Bahrein.

Abdulla bin Adel Fakhro disse que o acordo de livre comércio, anunciado na quarta-feira, representa uma situação vantajosa para ambos os lados — o Reino Unido e o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) — além de ser “muito significativo”.

“O tamanho deste acordo de livre comércio é muito grande; o comércio bilateral entre os países é muito amplo e os investimentos entre eles também são muito expressivos”, afirmou à CNBC durante entrevista ao jornalista Dan Murphy, acrescentando que espera um crescimento nessas áreas de cooperação graças ao acordo.

“Nós realmente consideramos isso uma conquista monumental; é bastante significativo tanto para o GCC quanto para o Reino Unido”, acrescentou.

Leia também: Ataques de drones atingem países árabes do Golfo Pérsico

O acordo surge em um momento turbulento para o GCC, com a guerra entre Estados Unidos e Irã gerando instabilidade para setores estratégicos da região, como petróleo e gás, exportações e economias locais. Ministros da região têm enfatizado que o bloco permanece aberto para negócios, temendo que o conflito em andamento afaste investidores.

“As agressões iranianas contra o GCC foram não provocadas, inaceitáveis e ilegais, e a resposta dos países do GCC foi muito prudente e contida, focada na estabilidade e na continuidade do crescimento econômico — e até mesmo na aceleração desse crescimento”, afirmou Fakhro.

“Hoje, o GCC como bloco está significativamente mais unido, mais forte, mais integrado e mais focado nas áreas que precisamos fortalecer, seja manufatura industrial, cadeias de suprimento e semelhantes, mais do que nunca”, acrescentou o ministro.

Leia também: Confrontos no Golfo elevam pressão sobre cessar-fogo entre EUA e Irã e ameaçam negociações de paz

Benefícios mútuos

O GCC é formado por Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que juntos possuem um Produto Interno Bruto (PIB) superior a US$ 2 trilhões e uma população de mais de 57 milhões de pessoas.

Quando totalmente implementado, o acordo eliminará cerca de 580 milhões de libras esterlinas (US$ 780 milhões) por ano em tarifas, com base nos níveis atuais de exportações britânicas para o GCC, segundo o Departamento de Negócios e Comércio do Reino Unido. Desse total, 360 milhões de libras serão eliminados imediatamente na entrada em vigor do acordo.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Algumas tarifas aplicadas pelos países do Golfo sobre importações do Reino Unido — como automóveis, turbojatos, componentes aeroespaciais e alimentos como queijo cheddar e chocolate — serão removidas imediatamente. Outras, como tarifas sobre veículos elétricos, serão eliminadas após períodos acordados de cinco ou dez anos.

Fakhro afirmou que o acordo também será benéfico para o Golfo, já que o Reino Unido é visto como líder em setores como fintech, serviços e manufatura avançada.

“Esperamos uma colaboração muito maior nessas indústrias”, afirmou. Segundo ele, a indústria petroquímica do Golfo também será amplamente beneficiada pelo acordo comercial.

No anúncio realizado na quarta-feira, o Reino Unido classificou o tratado como uma “grande vitória” e um acordo “histórico”, estimando que ele poderá gerar um aumento de 3,7 bilhões de libras (US$ 4,9 bilhões) por ano para a economia britânica no longo prazo.

“O Reino Unido poderá registrar crescimento econômico mais forte e salários maiores por décadas após se tornar o primeiro país do G7 a fechar um acordo comercial com o GCC”, afirmou o Departamento de Negócios e Comércio britânico ao anunciar o acordo.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Conflito no Golfo deve mudar sistema global de energia, diz CEO da Chevron

Segundo o governo britânico, o tratado reflete a “solidariedade e a cooperação de longo prazo com seus parceiros do Golfo”.

O acordo também representa um impulso importante para o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que enfrenta desafios à sua liderança em um momento em que a economia do Reino Unido sofre pressões decorrentes da guerra com o Irã.

“O acordo de hoje é uma enorme vitória para as empresas britânicas e para os trabalhadores, que sentirão seus benefícios nos próximos anos por meio de salários maiores e mais oportunidades”, afirmou Starmer.

“Os países do Golfo são parceiros econômicos valiosos, e este acordo aprofunda essa relação, construindo confiança e abrindo novas possibilidades para comércio e investimentos”, acrescentou.

Leia mais: Bloqueio no Estreito de Ormuz derruba exportações ao Golfo em US$ 537 mi e testa logística refrigerada do Brasil

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Mundo