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Fluxo global de armas subiu quase 10% com disparada da demanda europeia
Publicado 11/03/2026 • 09:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 11/03/2026 • 09:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Unsplash
Imagens de munições de armas
O volume de armamentos transferidos entre países aumentou 9,2% entre 2016-2020 e 2021-2025, com os países europeus mais que triplicando suas importações de armas, tornando-se a maior região receptora, de acordo com novos dados publicados na segunda-feira pelo Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri).
Os países europeus receberam 33% das importações globais de armas, com um aumento de 210% nas importações da região entre 2016-2020 e 2021-2025. Depois da Ucrânia, a Polônia e o Reino Unido foram os maiores importadores na Europa nos últimos cinco anos. Quase metade das armas transferidas para os países europeus veio dos EUA (48%), seguidos pela Alemanha (7,1%) e pela França (6,2%).
A percepção de ameaça em relação à Rússia, agravada pelas incertezas sobre o compromisso dos EUA em defender seus aliados europeus, impulsionou a demanda por armas entre os membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). As importações combinadas de armas dos 29 atuais membros europeus do bloco militar cresceram 143% no mesmo período.
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Já as exportações totais dos Estados Unidos, o maior fornecedor de armas do mundo, aumentaram 27%. Isso inclui um aumento de 217% nas exportações de armas dos EUA para a Europa, segundo o relatório. Pela primeira vez em duas décadas, a maior parte das exportações de armas dos EUA foi destinada à Europa (38%), em vez do Oriente Médio (33%).
O documento aponta que o aumento se deveu principalmente ao crescimento das transferências para a Ucrânia, que recebeu 9,7% de todas as transferências de armas em 2021-2025, e outros países europeus. Além da Europa e das Américas, as importações de armas para todas as outras regiões do mundo diminuíram.
“As entregas para a Ucrânia desde 2022 são o fator mais evidente mas a maioria dos outros países europeus também começou a importar significativamente mais armas para reforçar suas capacidades militares contra uma ameaça crescente percebida da Rússia“, afirmou Mathew George, diretor do Programa de Transferências de Armas da Sipri.
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