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G7 defende resposta fiscal cautelosa a riscos econômicos da guerra no Oriente Médio
Publicado 19/05/2026 • 16:49 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/05/2026 • 16:49 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Líderes dos países do G7, durante a Cúpula de 2017.
Wikipédia Commons
Os ministros das Finanças do G7 reafirmaram nesta terça-feira (19) o compromisso com a cooperação multilateral para enfrentar riscos à economia global em meio à guerra no Oriente Médio.
Em comunicado divulgado em Paris, o grupo defendeu uma abordagem comedida, que não amplie de forma excessiva a pressão sobre as finanças públicas.
Os ministros também pediram a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e reforçaram a necessidade de manter a pressão sobre a Rússia em relação à guerra na Ucrânia.
“Reconhecemos que a incerteza econômica global aumentou os riscos para o crescimento e para a inflação em meio ao conflito em andamento no Oriente Médio, particularmente através de pressões nas cadeias de suprimento de energia, alimentos e fertilizantes”, diz a nota.
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Para reduzir os impactos econômicos negativos, o G7 defendeu uma resolução duradoura para o conflito no Oriente Médio.
O grupo afirmou que eventuais respostas de política econômica devem ser “temporárias, direcionadas e fiscalmente responsáveis”, com o objetivo de proteger o crescimento, apoiar a segurança econômica e ampliar a resiliência.
Segundo o comunicado, os bancos centrais acompanham de perto os efeitos das pressões provocadas pelo choque de energia e de outras commodities sobre os preços, as expectativas de inflação e a atividade econômica.
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Os países também discutiram a diversificação do fornecimento de terras raras e minerais críticos, além do enfrentamento dos desequilíbrios econômicos globais.
O G7 manifestou preocupação com a concentração da capacidade de produção e processamento desses minerais, com práticas consideradas não mercadológicas e com restrições arbitrárias de exportação impostas por terceiros países, que podem interromper cadeias de suprimento.
Anfitrião das conversas, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, afirmou que os desequilíbrios têm alimentado atritos comerciais e podem gerar turbulência nos mercados, segundo a Reuters.
“Todos compartilhamos uma visão comum. Esses desequilíbrios não são sustentáveis”, disse Lescure a repórteres ao fim da reunião.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o governo Trump não tem pressa para estender uma trégua comercial com a China sobre tarifas e minerais críticos, que termina em novembro.
Bessent afirmou acreditar que a China aceitará a restauração das tarifas anteriores dos EUA por meio de novas taxas da Seção 301, desde que elas não sejam mais altas.
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