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Nigéria e EUA dizem ter matado 175 membros do Estado Islâmico em ataques aéreos

Publicado 19/05/2026 • 17:00 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Alvos incluíam postos de controle, depósitos de armas, centros logísticos e redes de financiamento do grupo.
  • Região sofre com a atuação de Boko Haram e ISWAP desde 2009.
  • Presidente nigeriano agradeceu apoio dos EUA e disse esperar novas ações contra redutos terroristas.

A Nigéria e os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira (19) que ataques aéreos conjuntos mataram 175 integrantes do Estado Islâmico no nordeste nigeriano. Entre os mortos está Abu-Bilal al-Minuki, apontado como o número 2 global do grupo jihadista.

A operação ocorreu em uma região remota marcada pela violência extremista desde 2009. A área foi inicialmente dominada pelo Boko Haram e, depois, passou a ser disputada também pela Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP), dissidência rival do grupo.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o conflito já deixou mais de 40 mil mortos e deslocou cerca de 2 milhões de pessoas.

O Exército da Nigéria disse que os ataques atingiram estruturas usadas para sustentar as operações do grupo. Entre os alvos estavam postos de controle, depósitos de armas, centros logísticos, equipamentos militares e redes de financiamento.

Líder morto coordenava operações globais

Al-Minuki foi morto no último fim de semana em uma vila isolada no nordeste da Nigéria. Ele era descrito pelas autoridades como o “terrorista mais ativo” do mundo.

De acordo com o Exército nigeriano e com o Comando dos Estados Unidos para a África (Africom), Al-Minuki comandava operações globais do Estado Islâmico e atuava em áreas como propaganda, financiamento e desenvolvimento de armas, explosivos e drones.

Um porta-voz do Africom confirmou o saldo de 175 mortos entre os combatentes jihadistas.

Em audiência no Congresso dos EUA, em Washington, o comandante do Africom, general Dagvin Anderson, disse que a Nigéria teve papel central na preparação da operação. Segundo ele, o país ajudou nos últimos meses a identificar o alvo, reunir informações de inteligência e dar apoio à ação.

Após a confirmação da morte de Al-Minuki, o presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, agradeceu ao presidente americano, Donald Trump, pela “liderança e apoio inabalável”.

Tinubu afirmou que espera “ataques mais decisivos contra todos os redutos terroristas em todo o país”.

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Outros integrantes do alto escalão foram mortos

O comunicado militar divulgado nesta terça-feira também cita a morte de outros nomes importantes do Estado Islâmico.

Entre eles está Abd-al Wahhab, descrito como líder sênior da ISWAP e responsável por coordenar ataques e distribuir propaganda.

Também foram mortos Abu Musa al-Mangawi, apontado como integrante de alto escalão da ISWAP, e Abu al-Muthanna al-Muhajir, identificado como gerente sênior da equipe de produção de mídia e aliado próximo de Al-Minuki.

Anderson afirmou que “vários líderes importantes do ISIS” foram mortos na operação.

Violência voltou a crescer no norte do país

Boko Haram e ISWAP intensificaram nos últimos meses os ataques contra vilarejos, delegacias, bases militares e trabalhadores, como madeireiros e pescadores. As ações deixaram mortos entre civis e oficiais do Exército.

A escalada levou Tinubu a declarar estado de emergência nacional em 2025. Trump também ameaçou uma intervenção militar na Nigéria.

O presidente dos EUA afirmou que cristãos no país eram “perseguidos” e vítimas de um “genocídio” cometido por “terroristas”. O governo nigeriano e a maioria dos especialistas rejeitam essa avaliação e dizem que a violência atinge cristãos e muçulmanos.

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Em 25 de dezembro do ano passado, os EUA realizaram, em coordenação com autoridades nigerianas, ataques aéreos no estado de Sokoto, no noroeste da Nigéria, contra alvos classificados por Washington como jihadistas.

Além da insurgência extremista, o norte do país enfrenta a atuação de gangues criminosas conhecidas localmente como “bandidos”, responsáveis por ataques a comunidades e sequestros em massa para pedir resgate.

O Africom também intensificou, desde o início do ano, operações contra integrantes do Estado Islâmico e do grupo al-Shabaab na Somália.

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