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Por André Amadeus
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Publicado 09/06/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Green Card pode entrar ainda mais no radar de empresários brasileiros. A proposta do governo dos Estados Unidos de ampliar tarifas sobre produtos pode provocar efeitos que vão além do comércio exterior.
Anunciada em meio ao aumento das tensões comerciais entre os dois países, a medida tem levado empresários brasileiros a reavaliar estratégias de negócios e até mesmo projetos de mudança para o mercado americano.
A situação pode elevar a procura por vistos de residência vinculados a investimentos, incluindo modalidades que permitem a obtenção do Green Card.
O possível aumento das tarifas sobre produtos brasileiros vendidos nos Estados Unidos cria um desafio para companhias que dependem das exportações.
Com custos mais altos para acessar o mercado americano, parte do empresariado pode considerar a abertura de operações locais como forma de preservar espaço junto aos consumidores e reduzir os efeitos das novas barreiras comerciais.
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A avaliação é que produzir ou operar diretamente nos Estados Unidos pode se tornar uma alternativa economicamente mais atrativa para determinados setores.
Essa movimentação já foi observada em outros momentos de disputa comercial internacional, quando empresas optaram por estabelecer presença física nos mercados onde atuavam.
Programas migratórios voltados a investidores tendem a ganhar mais atenção. Entre eles está o visto EB-5, que oferece a possibilidade de obtenção do Green Card para estrangeiros que realizam investimentos produtivos e atendem aos critérios estabelecidos pela legislação americana.
Além do EB-5, outras modalidades podem entrar no radar de empresários brasileiros. O visto L-1, utilizado para transferência de executivos entre empresas do mesmo grupo, é uma das alternativas para quem pretende expandir operações para os Estados Unidos.
Leia mais: EUA propõem novas tarifas sobre 60 economias devido a práticas comerciais de trabalho forçado
Dependendo do perfil do investidor, também existem outras opções migratórias relacionadas à atividade empresarial.
Apesar do aumento das discussões sobre mudança de país e internacionalização dos negócios, as tarifas comerciais não modificam diretamente as leis de imigração dos Estados Unidos.
As medidas afetam principalmente a circulação de mercadorias e os custos das exportações. Já os processos migratórios continuam seguindo critérios próprios, definidos pela legislação americana.
O que pode ocorrer é um crescimento da procura por informações e por caminhos legais de residência por parte de empresários que buscam novas estratégias para seus negócios.
A possibilidade de novas barreiras comerciais também reforça uma tendência já observada entre empresas brasileiras que buscam ampliar sua presença no exterior.
Em vez de atuar apenas como exportadoras, algumas companhias podem acelerar planos de expansão internacional e estabelecer unidades em mercados considerados estratégicos.
Especialistas avaliam que decisões desse tipo costumam surgir quando o custo para exportar aumenta ou quando há incertezas sobre as condições de acesso a determinados países.
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Nesse cenário, a presença local passa a ser vista como uma forma de reduzir riscos e garantir maior previsibilidade para as operações.
Embora o objetivo das tarifas seja fortalecer a indústria americana, analistas alertam que os efeitos podem alcançar empresas e consumidores dos próprios Estados Unidos.
Isso porque diversos produtos brasileiros fazem parte de cadeias produtivas importantes em setores como agronegócio, mineração, siderurgia e indústria de transformação.
Com a elevação dos custos de importação, empresas americanas podem enfrentar despesas maiores para adquirir matérias-primas e componentes.
Leia também: Firjan: Tarifa dos EUA ameaça 21% das exportações brasileiras ao mercado americano
Para parte dos investidores, estabelecer presença no mercado americano pode representar não apenas uma estratégia de negócios, mas também um caminho para conquistar o Green Card.
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