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Guerra na Ucrânia deve se prolongar e manter mercados em cautela
Publicado 11/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 11/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
As tensões geopolíticas devem manter os mercados financeiros em cautela, especialmente diante da incerteza sobre a duração da guerra na Ucrânia e do conflito no Oriente Médio, afirmou Gunther Rudzit, doutor em ciência política, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Rudzit disse que o recente cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia não significa um fim definitivo das hostilidades, em razão do impasse sobre concessões territoriais e alianças militares.
“Infelizmente, eu vejo essa guerra ainda durando por um tempo indefinido. Vladimir Putin não abre mão de que o governo ucraniano aceite oficialmente que perdeu território e que desista definitivamente de entrar para a União Europeia e para a OTAN”, afirmou.
Segundo o analista, a exigência russa dificulta um acordo mais amplo e mantém a guerra sem perspectiva clara de encerramento. A avaliação reforça o ambiente de cautela para investidores, que também acompanham os efeitos do conflito no Oriente Médio sobre energia e cadeias globais.
Rudzit afirmou que o petróleo ainda não registrou uma alta mais acentuada por causa do uso de reservas estratégicas. Ainda assim, ele disse que o cenário segue frágil e pode piorar se o conflito entre Irã e Estados Unidos continuar e o fluxo da commodity for interrompido.
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De acordo com ele, parte do petróleo segue circulando porque embarcações que deixaram a região antes do agravamento do conflito ainda estão em trânsito.
O especialista também avaliou o papel da China no cenário global. Para Rudzit, embora Pequim possa se beneficiar do desgaste diplomático dos Estados Unidos, uma recessão global não interessa ao governo chinês.
“Uma crise profunda afetaria a economia chinesa também, que é tudo que Xi Jinping não quer. O foco central da reunião com Trump será a guerra comercial, a troca de chips e a abertura de mercado”, afirmou.
Rudzit também alertou para possíveis impactos das negociações entre Estados Unidos e China sobre o agronegócio brasileiro. Segundo ele, produtores de soja devem acompanhar de perto uma eventual tentativa americana de retomar vendas ao mercado chinês.
“Aqui é bom os produtores de soja brasileiros ficarem atentos, porque Trump vai querer que a China volte a comprar soja dos Estados Unidos. A guerra não vai ser o ponto central, mas sim essa relação comercial entre os dois países”, disse.
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