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China consolida liderança em veículos elétricos com estratégia de longo prazo

Publicado 13/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A China alcançou liderança em veículos eletrificados por meio de planejamento de longo prazo, evoluindo de copiadora de tecnologia para desenvolvedora de inovação própria.
  • Produção eficiente permite carros elétricos chineses muito mais baratos, chegando a custar até 50% menos que modelos tradicionais a combustão.
  • Especialista defende cooperação e adaptação da indústria brasileira à cadeia global chinesa, em vez de barreiras comerciais e protecionismo.

O domínio da China sobre a indústria de veículos eletrificados é fruto de um planejamento de longo prazo que transformou o país de um replicador de tecnologias em um inovador soberano, disse Celina Ramalho, economista pela FGV, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

“A China assimilava as tecnologias do que importava, desmontava os automóveis e replicava modelos similares. Agora, desenvolveu tecnologias exclusivas. Isso é um parâmetro tecnológico no modelo de crescimento econômico que traz fortes impactos positivos para a economia chinesa e veio para ficar”, explicou.

Sobre a competitividade dos preços, a especialista ressaltou que a eficiência produtiva permite valores agressivos que podem chegar a cifras de US$ 15 mil (R$ 75 mil) em mercados globais. “O modo de produção chinês traz o carro extremamente competitivo e a um preço muito mais barato. O valor de um automóvel chinês inovador e tecnificado chega a ser 50% ou 60% do preço dos carros tradicionais a combustão utilizados até então”, afirmou.

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Ramalho também alertou que barreiras comerciais podem não ser suficientes para conter o avanço, dada a integração da cadeia de suprimentos chinesa. “O modelo de industrialização é seguido pela política de comércio global One Belt, One Road. Esse tráfego de comércio chinês considera toda a cadeia de suprimentos de forma global, atingindo o Brasil, a América do Sul e até a indústria americana e europeia.”

Em relação à postura que o mercado nacional e as montadoras tradicionais devem adotar, a economista da FGV sugeriu a cooperação em vez da resistência. “É melhor nos unirmos e entendermos como podemos estar configurados na cadeia global. Fazer retaliações ou tentar preservar o mercado nacional é um passo muito perigoso, pois não vamos conseguir acompanhar esse ritmo de inovação e ficaremos para trás.”

“Nós temos uma base industrial automobilística substancial e importante para a economia. Precisamos assimilar essas inovações de maneira amistosa e criar uma política industrial e de comércio com muita responsabilidade para não prejudicar nossa indústria”, concluiu.

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