Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
China consolida liderança em veículos elétricos com estratégia de longo prazo
Publicado 13/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 3 semanas
Marvell Technology e a Flex passarão a integrar o índice S&P 500, substituindo a Pool e a Campbell’s
Nasdaq tem pior dia desde outubro do ano passado e a pior semana desde abril de 2025
Bitcoin despenca na semana e entra na casa dos US$ 60 mil; metade da máxima histórica
OpenAI cede a Trump e aceita revisão governamental de modelos de IA antes do lançamento
Guerra no Irã expõe fragilidade do petróleo e renováveis assumem posto de fonte segura
Publicado 13/05/2026 • 22:30 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
O domínio da China sobre a indústria de veículos eletrificados é fruto de um planejamento de longo prazo que transformou o país de um replicador de tecnologias em um inovador soberano, disse Celina Ramalho, economista pela FGV, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“A China assimilava as tecnologias do que importava, desmontava os automóveis e replicava modelos similares. Agora, desenvolveu tecnologias exclusivas. Isso é um parâmetro tecnológico no modelo de crescimento econômico que traz fortes impactos positivos para a economia chinesa e veio para ficar”, explicou.
Sobre a competitividade dos preços, a especialista ressaltou que a eficiência produtiva permite valores agressivos que podem chegar a cifras de US$ 15 mil (R$ 75 mil) em mercados globais. “O modo de produção chinês traz o carro extremamente competitivo e a um preço muito mais barato. O valor de um automóvel chinês inovador e tecnificado chega a ser 50% ou 60% do preço dos carros tradicionais a combustão utilizados até então”, afirmou.
Leia mais:
Encontro entre Trump e Xi busca estabilizar relações entre EUA e China
China e EUA buscam trégua comercial e estabilidade geopolítica em encontro entre Xi e Trump
Trump quer pressionar Xi a abrir a China para empresas americanas
Ramalho também alertou que barreiras comerciais podem não ser suficientes para conter o avanço, dada a integração da cadeia de suprimentos chinesa. “O modelo de industrialização é seguido pela política de comércio global One Belt, One Road. Esse tráfego de comércio chinês considera toda a cadeia de suprimentos de forma global, atingindo o Brasil, a América do Sul e até a indústria americana e europeia.”
Em relação à postura que o mercado nacional e as montadoras tradicionais devem adotar, a economista da FGV sugeriu a cooperação em vez da resistência. “É melhor nos unirmos e entendermos como podemos estar configurados na cadeia global. Fazer retaliações ou tentar preservar o mercado nacional é um passo muito perigoso, pois não vamos conseguir acompanhar esse ritmo de inovação e ficaremos para trás.”
“Nós temos uma base industrial automobilística substancial e importante para a economia. Precisamos assimilar essas inovações de maneira amistosa e criar uma política industrial e de comércio com muita responsabilidade para não prejudicar nossa indústria”, concluiu.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no Google🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Mega-Sena: por que não tem sorteio na noite desta quinta-feira (04)?
2
JHSF inaugura shopping de luxo no interior de São Paulo
3
Dólar sobe e Ibovespa cai ante Payroll forte; mercado reprecifica juros nos EUA e no Brasil
4
Novo tarifaço deve aumentar busca de investidores por Green Card e acelerar internacionalização de empresas brasileiras
5
Nvidia RTX Spark chegou com tudo, menos com preço acessível e um comprador em mente