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IGP-M dispara com petróleo e pressiona preços ao consumidor em meio à tensão global

Publicado 04/05/2026 • 23:21 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O IGP-M é altamente sensível aos preços das commodities globais, especialmente petróleo, o que pode acelerar a inflação no Brasil em cenários de instabilidade geopolítica.
  • Segundo André Braz, do FGV IBRE, o petróleo afeta a economia em cadeia, começando por combustíveis como diesel e gasolina e se espalhando para setores como agricultura, indústria química e construção civil.
  • O especialista afirma que o dólar abaixo de R$ 5,00 é um movimento transitório e não estrutural, além de destacar que o mercado imobiliário migrou do IGP-M para o IPCA após distorções na pandemia.

A sensibilidade do IGP-M aos preços das commodities globais, especialmente ao petróleo, tem acelerado o índice e pode intensificar o repasse inflacionário ao consumidor final, sobretudo em cenários de instabilidade geopolítica. O conflito entre Irã e Estados Unidos impacta diretamente a cadeia produtiva brasileira por meio dos combustíveis.

O petróleo está presente em diversas etapas produtivas, tendo como principal canal de transmissão os combustíveis (inicialmente o diesel e a gasolina), mas também uma série de derivados que afetam a agricultura, a indústria química e a construção civil. Esse efeito em cadeia contribui para a disseminação da inflação e para a rápida elevação do IGP-M.

Sobre a manutenção do dólar abaixo de R$ 5,00, André Braz, coordenador dos índices de preços do FGV IBRE, ponderou que esse alívio pode ser temporário e não deve ser interpretado como um novo patamar definitivo da moeda.

“Essa questão do dólar um pouco mais desvalorizado agora é transitória e não é sustentável no médio e longo prazo; está na conta da volatilidade e não dá para cravar que esse é o novo patamar da taxa de câmbio, pois depende de como o ambiente doméstico está sendo conduzido”, disse em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

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O especialista também observou uma mudança no setor imobiliário, que passou a preterir o índice da FGV em favor do IPCA após os choques da pandemia.

Segundo ele, o setor imobiliário teria abandonado em parte o IGP-M desde a pandemia, quando houve um descolamento muito grande em relação ao IPCA, e muitos inquilinos e proprietários entraram em acordo promovendo essa migração.

Ele detalhou ainda que o IGP-M nunca teve relação direta com o mercado imobiliário, mas oferecia conforto por ser divulgado antes.

Por fim, Braz analisou o peso do indicador nas tarifas de energia elétrica, destacando que sua influência hoje é mais restrita e equilibrada. “Na fórmula paramétrica da energia, o IGP-M participa para representar os investimentos mais sensíveis à taxa de câmbio, mas tem um peso relativamente pequeno e ocupa a parte mais instável da fórmula; não vejo que ele vá trazer muita volatilidade para esse segmento atualmente”, concluiu.

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