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Índia aposenta seu último caça soviético MiG-21, o ‘caixão voador’, após seis décadas de serviço
Publicado 26/09/2025 • 08:30 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 26/09/2025 • 08:30 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Os MiG-21, caças supersônicos de origem soviética, fizeram nesta sexta-feira (26) seus voos de despedida na Índia, encerrando mais de 60 anos de operação. O país chegou a contar com 874 unidades do modelo, considerado durante décadas a espinha dorsal da Força Aérea Indiana.
A cerimônia ocorreu na cidade de Chandigarh, no norte do país, com direito a demonstração aérea, exibição da equipe de acrobacias Surya Kiran e um “dogfight” simbólico entre os últimos MiG-21 e outras aeronaves.
Autoridades civis e militares, incluindo o ministro da Defesa, Rajnath Singh, e veteranos que pilotaram o caça, acompanharam a despedida. O destino dos jatos agora deve ser a exposição pública em museus e bases aéreas.

O MiG-21 foi incorporado na década de 1960 e logo se tornou peça central da defesa aérea indiana. O modelo teve papel decisivo na guerra contra o Paquistão, em 1971, quando uma campanha de bombardeios acelerou a vitória indiana e levou à criação de Bangladesh.
Apesar da importância histórica, o avião acumulou problemas. Conhecido por sua simplicidade e robustez, mostrou falhas com o tempo. Pane de motor, falhas hidráulicas e elétricas tornaram-se comuns, sem sistemas de backup para emergências.
O resultado foi um histórico de 482 acidentes registrados em cerca de 40 anos, com 171 pilotos mortos até 2012. Esse desempenho rendeu ao avião o apelido de “caixão voador”.
O governo indiano adiou diversas vezes a aposentadoria dos MiG-21 desde os anos 1990, em parte por atrasos de produção local, entraves burocráticos e escândalos de corrupção. Agora, com o fim definitivo, Nova Délhi acelera a renovação de sua frota.
Na véspera da despedida, o país fechou um acordo de US$ 7 bilhões para a compra de 97 caças Tejas, desenvolvidos e produzidos internamente. Em abril, também assinou contrato para a aquisição de 26 jatos Rafale da francesa Dassault Aviation, que se somarão a outros 36 já em operação.
Além disso, a Índia negocia com a França a produção local de motores para seus futuros caças e estuda novas compras de Rafale, podendo chegar a 114 unidades adicionais.
A modernização da frota ocorre em meio a tensões regionais. Em maio, a Índia travou uma disputa de quatro dias com o Paquistão, considerada a pior desde 1999. Ambos os países afirmaram ter derrubado aviões um do outro.
Diante desses desafios, especialistas dizem que o país vive uma fase de transição delicada. O analista Angad Singh, autor de livro sobre os MiGs, destaca que a Força Aérea enfrenta um “déficit de caças” até que os novos Tejas e Rafale assumam o protagonismo.
Para veteranos como o ex-marechal Raghunath Nambiar, a despedida tem significado duplo: celebra um avião que deu ao país vitórias importantes, mas também relembra as vidas perdidas em acidentes. “É hora de deixá-lo ir, não como um ícone perfeito, mas como lembrança dos sacrifícios de quem o pilotou”, afirmou.
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