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Inflação global deve continuar pressionada mesmo com queda do petróleo
Publicado 26/06/2026 • 18:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/06/2026 • 18:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A inflação global continuará refletindo os efeitos das tensões geopolíticas mesmo após a recente queda dos preços do petróleo, afirmou Gilberto Braga, professor de Economia do Ibmec-RJ. Segundo ele, a dependência mundial da commodity e a permanência de riscos no Oriente Médio fazem com que os impactos sobre os preços persistam por um período prolongado.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta sexta-feira (26), o economista explicou que o conceito de inflação global permanece atual porque as principais economias continuam expostas aos mesmos fatores externos, especialmente aqueles relacionados ao comércio internacional e ao mercado de energia.
Braga destacou que a inflação observada atualmente não decorre de fatores exclusivos da economia brasileira, mas de um movimento disseminado entre as principais economias do mundo. “Isso significa que é um movimento experimentado em todas as economias. Não é uma questão interna do nosso país, mas um contexto de inflação disseminada, provocado principalmente pelos conflitos geopolíticos e pela questão do petróleo”, explicou.
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Segundo ele, embora cada país adote políticas econômicas próprias, os fundamentos da teoria econômica permanecem semelhantes entre as economias de mercado.
Na avaliação do professor, a redução recente das cotações do petróleo não elimina os efeitos inflacionários porque a commodity continua sendo uma matéria-prima essencial para diversos setores da economia. “O petróleo hoje não é apenas combustível. Ele é matéria-prima para praticamente tudo. Plásticos e diversos produtos carregam petróleo na sua origem”, ressaltou.
Braga observou que, apesar do avanço das fontes renováveis de energia, a economia mundial ainda depende fortemente do petróleo, o que dificulta uma redução rápida dos custos.
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Siga o Times | CNBCO economista afirmou que a trégua no conflito no Oriente Médio ainda é considerada frágil e que os riscos relacionados ao transporte marítimo e aos seguros continuam pressionando os custos globais.
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“Essa trégua é muito tênue. Basta ocorrer um novo incidente que os preços podem voltar a disparar rapidamente. Ainda existe muita insegurança quanto à continuidade dessa paz”, pontuou.
Ele acrescentou que, mesmo com a normalização parcial da navegação e da exportação de petróleo, os custos adicionais provocados pelas incertezas geopolíticas permanecem incorporados à economia.
“Esses riscos de transporte e de seguros não são eliminados simplesmente porque o preço do petróleo caiu. Eles continuam pressionando a inflação por algum tempo”, concluiu.
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