Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O que é IPCA? Entenda como funciona o índice que mede a inflação brasileira
Por André Amadeus
SoftBank despenca mais de 8% enquanto ações de tecnologia da Ásia caem, acompanhando perdas de Wall Street
Meta fecha acordo para data center de IA na Índia enquanto amplia infraestrutura global
Índices futuros do Dow Jones caem 400 pontos após Trump afirmar que o Irã demorou demais nas negociações
O que vem a seguir para a BP? Saídas na liderança colocam à prova a confiança dos investidores na supervisão do conselho
IPO da SpaceX: preço está definido, mas distribuição das ações para investidores de varejo ainda é incerta
Publicado 12/05/2026 • 10:30 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: AFP
Os Estados Unidos bombardearam centros de controle de radar e de drones no Irã, após Teerã ter derrubado um drone americano no fim de semana.
A escalada da guerra no Oriente Médio é um dos motivos que altera o planejamento de empresas de diferentes setores no Brasil. O avanço das tensões internacionais pressiona o preço do petróleo, aumenta o custo do transporte e afeta desde a produção industrial até o varejo e aviação.
Durante a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026, o tema dominou parte das falas de executivos de grandes companhias. Empresas dos setores de moda, calçados, siderurgia, supermercados e transporte aéreo passaram a revisar projeções diante do aumento dos custos e das incertezas econômicas.
Leia também: Inflação registra leve alta na China com guerra no Oriente Médio e pressão sobre o petróleo
De acordo com o Estadão, o aumento do petróleo elevou os custos de combustíveis, fretes e matérias-primas derivadas. Além disso, executivos também demonstraram preocupação com os impactos na inflação e com uma possível desaceleração na queda dos juros.
Para eles, o cenário lembra parte dos choques econômicos vistos durante a pandemia do Covid-19. O mercado voltou a enfrentar maior volatilidade, reorganização de cadeias produtivas e pressão sobre preços ao consumidor.
Na Vulcabras, o presidente Pedro Bastelle afirmou que o início da crise trouxe efeitos parecidos com os da pandemia. Segundo ele, a companhia passou a enfrentar a falta de matéria-prima, além do aumento do preço dos contêineres e da alta generalizada dos custos.
No varejo de moda, a pressão aparece principalmente nos materiais sintéticos usados na fabricação de roupas. O CEO da C&A, Paulo Correa, afirmou que a alta do petróleo impacta diretamente produtos derivados com o poliéster.
Ainda segundo ele, a valorização do real frente ao dólar ajuda a reduzir parte da pressão nos produtos importados. Apesar disso, a empresa segue monitorando os custos e negociando com fornecedores.
No setor aéreo, a situação preocupa ainda mais por causa da disparada do querosene usado na aviação. Em abril, a Petrobras reajustou o preço do combustível em 55% e permitiu parcelamento do aumento e até seis vezes a partir de julho.
Neste mês, o reajuste chegou a 18%, o equivalente a R$ 1 por litro. O CEO da Latam Airlines, Jerome Cadier, afirmou que o preço do querosene alcançou níveis nunca vistos pela indústria da aviação. Segundo ele, o problema não está no parcelamento oferecido, mas sim no valor elevado do combustível.
A Latam registrou um impacto de cerca de US$ 40 milhões, no primeiro trimestre de 2026, em meio à alta do combustível. Para o segundo trimestre, a companhia projeta despesas adicionais superiores a US$ 700 milhões.
Diante da pressão sobre as companhias aéreas, o governo federal discute uma linha de crédito temporária para o setor. O valor total pode chegar a R$ 1 bilhão, limitado a 1,6% do faturamento bruto anual de cada empresa.
O teto estudado é de R$ 330 milhões por companhia ou conglomerado, e a União assumiria o risco integral das operações.
Leia também: Tensão no Oriente Médio ganha novo capítulo em postagem de Trump
A Usiminas afirmou que o cenário dos próximos trimestres continua desafiador. A companhia apontou preocupação com a alta do petróleo, do gás natural, da inflação e com o risco de interrupções nas cadeias globais de suprimentos, principalmente no transporte marítimo.
Já o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou que fornecedores já buscam renegociar preços por causa dos efeitos da guerra. No varejo alimentar, a pressão aparece principalmente em frutas, verduras e produtos perecíveis que dependem de logística rápida.
Desta forma, a guerra atual no Oriente Médio segue impactando diretamente as economias globais. Os conflitos que iniciaram em fevereiro não parecem estar próximos do fim enquanto os Estados Unidos e Irã não chegam a um acordo de cessar-fogo e fim da guerra.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Anthropic lança o Claude Fable 5, sua inteligência artificial mais poderosa
2
Sem ganhador, Mega-Sena acumula e próximo sorteio pagará R$ 8 milhões
3
iFood expõe milhões de brasileiros a golpistas e omite fato das autoridades de proteção de dados
4
Naskar troca de dono pela segunda vez, app segue fora do ar e investidores sem o dinheiro
5
Operação coordenada conecta Vorcaro e Tanure para inflar artificialmente ações da Ambipar