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Guerra no Oriente Médio já afeta empresas do varejo à aviação; veja os impactos
Publicado 12/05/2026 • 10:30 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 12/05/2026 • 10:30 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
Foto: AFP
Entenda como a guerra no Oriente Médio altera os planos da aviação e do varejo
A escalada da guerra no Oriente Médio é um dos motivos que altera o planejamento de empresas de diferentes setores no Brasil. O avanço das tensões internacionais pressiona o preço do petróleo, aumenta o custo do transporte e afeta desde a produção industrial até o varejo e aviação.
Durante a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026, o tema dominou parte das falas de executivos de grandes companhias. Empresas dos setores de moda, calçados, siderurgia, supermercados e transporte aéreo passaram a revisar projeções diante do aumento dos custos e das incertezas econômicas.
Leia também: Inflação registra leve alta na China com guerra no Oriente Médio e pressão sobre o petróleo
De acordo com o Estadão, o aumento do petróleo elevou os custos de combustíveis, fretes e matérias-primas derivadas. Além disso, executivos também demonstraram preocupação com os impactos na inflação e com uma possível desaceleração na queda dos juros.
Para eles, o cenário lembra parte dos choques econômicos vistos durante a pandemia do Covid-19. O mercado voltou a enfrentar maior volatilidade, reorganização de cadeias produtivas e pressão sobre preços ao consumidor.
Na Vulcabras, o presidente Pedro Bastelle afirmou que o início da crise trouxe efeitos parecidos com os da pandemia. Segundo ele, a companhia passou a enfrentar a falta de matéria-prima, além do aumento do preço dos contêineres e da alta generalizada dos custos.
No varejo de moda, a pressão aparece principalmente nos materiais sintéticos usados na fabricação de roupas. O CEO da C&A, Paulo Correa, afirmou que a alta do petróleo impacta diretamente produtos derivados com o poliéster.
Ainda segundo ele, a valorização do real frente ao dólar ajuda a reduzir parte da pressão nos produtos importados. Apesar disso, a empresa segue monitorando os custos e negociando com fornecedores.
No setor aéreo, a situação preocupa ainda mais por causa da disparada do querosene usado na aviação. Em abril, a Petrobras reajustou o preço do combustível em 55% e permitiu parcelamento do aumento e até seis vezes a partir de julho.
Neste mês, o reajuste chegou a 18%, o equivalente a R$ 1 por litro. O CEO da Latam Airlines, Jerome Cadier, afirmou que o preço do querosene alcançou níveis nunca vistos pela indústria da aviação. Segundo ele, o problema não está no parcelamento oferecido, mas sim no valor elevado do combustível.
A Latam registrou um impacto de cerca de US$ 40 milhões, no primeiro trimestre de 2026, em meio à alta do combustível. Para o segundo trimestre, a companhia projeta despesas adicionais superiores a US$ 700 milhões.
Diante da pressão sobre as companhias aéreas, o governo federal discute uma linha de crédito temporária para o setor. O valor total pode chegar a R$ 1 bilhão, limitado a 1,6% do faturamento bruto anual de cada empresa.
O teto estudado é de R$ 330 milhões por companhia ou conglomerado, e a União assumiria o risco integral das operações.
Leia também: Tensão no Oriente Médio ganha novo capítulo em postagem de Trump
A Usiminas afirmou que o cenário dos próximos trimestres continua desafiador. A companhia apontou preocupação com a alta do petróleo, do gás natural, da inflação e com o risco de interrupções nas cadeias globais de suprimentos, principalmente no transporte marítimo.
Já o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, afirmou que fornecedores já buscam renegociar preços por causa dos efeitos da guerra. No varejo alimentar, a pressão aparece principalmente em frutas, verduras e produtos perecíveis que dependem de logística rápida.
Desta forma, a guerra atual no Oriente Médio segue impactando diretamente as economias globais. Os conflitos que iniciaram em fevereiro não parecem estar próximos do fim enquanto os Estados Unidos e Irã não chegam a um acordo de cessar-fogo e fim da guerra.
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