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Irã ataca ativos estratégicos americanos no Kuwait e no Bahrein após ataque de drone no Egito

Publicado 31/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O Exército do Irã afirmou ter lançado ataques contra ativos estratégicos e bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein.
  • A informação foi divulgada pouco depois de o Egito afirmar que um drone atingiu dois navios no porto mediterrâneo de Damietta.
  • O incidente marcou o primeiro ataque em território egípcio desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, no fim de fevereiro.
A commuter walks past a wall mural along the street in Tehran

Atta Kenare | Afp | Getty Images

A commuter walks past a wall mural along the street in Tehran on July 21, 2026.

O Exército do Irã afirmou nesta sexta-feira (31) ter lançado ataques contra ativos estratégicos e bases militares dos Estados Unidos no Kuwait e no Bahrein, após a mais recente onda de bombardeios americanos contra a República Islâmica.

Segundo a mídia estatal iraniana, Teerã informou que atingiu, com drones, abrigos de aeronaves, sistemas de comunicação por satélite e instalações de armazenamento de equipamentos usados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na Base Aérea Ahmad al-Jaber, no Kuwait.

O Exército iraniano também afirmou ter atacado, na quinta-feira (30), instalações americanas na Base Aérea Sheikh Isa, no Bahrein, tendo como alvos geradores de energia, sistemas de navegação e prédios de apoio.

As forças dos Estados Unidos concluíram na quarta-feira (29) uma “intensa onda” de ataques contra o Irã, atingindo dezenas de alvos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica em todo o país.

A mais recente troca de ataques representa uma retomada das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã, enquanto ofensivas com drones contra infraestruturas energéticas se espalham pelo Oriente Médio.

O Egito informou na quinta-feira que um drone atingiu dois navios no porto mediterrâneo de Damietta e provocou um incêndio. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque, que marcou a primeira ofensiva em território egípcio desde o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, no fim de fevereiro.

Leia mais: Irã impede avanço de seis navios no Estreito de Ormuz e mantém bloqueio da passagem

Hamish Kinnear, analista para o Oriente Médio e o Norte da África da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft, afirmou que o ataque com drone evidencia a vulnerabilidade do Egito diante da ampliação do conflito e indica que o Canal de Suez, uma rota estratégica para o comércio marítimo, também pode se tornar alvo.

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“A expansão geográfica dos ataques com drones e mísseis contra embarcações neste ano, que abrange os mares Cáspio, Negro, Mediterrâneo e Vermelho, além do Golfo Pérsico e do Oceano Índico, representa uma nova era de risco marítimo”, afirmou Kinnear em relatório divulgado na quinta-feira.

“Os avanços tecnológicos e as estratégias de seleção de alvos desenvolvidos no contexto das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio estão ampliando o risco marítimo para muito além dos focos tradicionais de conflito”, acrescentou.

Os preços do petróleo operavam em alta na manhã desta sexta-feira, revertendo perdas anteriores, depois de a agência iraniana Fars informar que a Guarda Revolucionária impediu a passagem de dois petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

A agência estatal ligada à Guarda Revolucionária também afirmou que outros quatro petroleiros mudaram de rota. A CNBC não conseguiu verificar a informação de forma independente.

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência internacional, com vencimento em setembro, subiam 0,6%, a US$ 89,53 por barril. Já os contratos do petróleo americano West Texas Intermediate, também para setembro, avançavam 0,5%, a US$ 84,04 por barril.

Em declaração na Casa Branca na quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que gostaria que o Congresso incluísse tarifas contra o Irã em um projeto de sanções contra Rússia e Teerã que conta com apoio bipartidário.

As tarifas teriam pouco efeito, porque os Estados Unidos praticamente não importam produtos iranianos. A inclusão da medida no projeto, porém, poderia reduzir as chances de aprovação da proposta.

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