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Irã aumenta pressão sobre Trump com controle do Estreito de Ormuz

Publicado 19/05/2026 • 21:30 | Atualizado há 10 minutos

KEY POINTS

  • Cientista político afirma que Teerã tenta aumentar o poder de barganha em negociações com Washington.
  • Segundo Gunther Rudzit, o “verdadeiro terceiro choque do petróleo” ainda não chegou e pode ser mais grave se houver escassez.
  • Especialista diz que danos à infraestrutura de produção e transporte ampliariam o impacto sobre o mercado global de energia.

A criação de um novo organismo pelo Irã para administrar o tráfego no Estreito de Ormuz amplia a pressão sobre os Estados Unidos e pode elevar os riscos para o mercado global de petróleo, avaliou Gunther Rudzit, doutor em ciência política.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Rudzit afirmou que Teerã tenta aumentar o poder de barganha diante do governo Donald Trump em meio às negociações em torno do conflito no Oriente Médio. “Os dois lados estão tentando ver qual lado vai piscar primeiro”, disse.

Segundo o especialista, o Estreito de Ormuz está reaberto de forma seletiva, enquanto o governo iraniano sinaliza a possibilidade de impor tarifas a navios de países considerados não amigáveis. A medida poderia atingir embarcações ligadas aos Estados Unidos, a monarquias do Golfo e a países europeus.

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Para Rudzit, o objetivo é pressionar Washington a aceitar condições melhores em um eventual acordo. “O verdadeiro terceiro choque do petróleo ainda não bateu. Não é o barril em torno de 100, 120. Pode ficar muito pior do que isso.”

O cientista político disse que o risco não está apenas no preço do petróleo, mas também na possibilidade de escassez e de danos à infraestrutura energética da região. Segundo ele, reservas estratégicas têm limites e não podem ser acionadas de forma imediata.

“Para retirar as reservas mais profundas, isso leva tempo. Além do mais, até isso tem limites. Portanto, a escassez está para chegar”, afirmou.

Rudzit também alertou que a produção de petróleo não pode ser interrompida e retomada de forma simples. Ele explicou que, se a extração for paralisada, poços podem sofrer danos e exigir nova perfuração e reconstrução de infraestrutura.

“Explorar, tirar petróleo dos poços também não é liga, desliga, como se fosse uma bomba.”

Na avaliação do especialista, eventuais ataques a estruturas energéticas em países como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos poderiam aprofundar a crise. Ele lembrou que, embora a Arábia Saudita tenha rotas alternativas de escoamento, elas não comportam toda a necessidade de exportação do país e de outros produtores da região.

“Se houver danos ainda mais significativos nessa infraestrutura, vai ser muito maior esse choque do petróleo”, afirmou.

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Rudzit disse ainda que o Irã pode estar explorando a pressão econômica e política sobre Trump. Segundo ele, a alta rápida do petróleo tende a atingir a economia americana de forma mais intensa do que movimentos graduais de preço.

Para o especialista, Teerã avalia estar em posição favorável na negociação. “O Irã talvez esteja nesse momento se aproveitando dessa situação para tentar prejudicar o presidente Trump e os republicanos ainda mais nessas eleições”, disse.

Ele ponderou, porém, que a China também terá papel relevante na crise. Na visão de Rudzit, Pequim não teria interesse em uma escalada global que colocasse em risco suas exportações e empregos. “Não interessa ao governo chinês uma crise em escala global.”

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