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Volatilidade do petróleo reforça importância do gás natural no Brasil

Publicado 19/05/2026 • 21:00 | Atualizado há 13 minutos

KEY POINTS

  • O aumento da volatilidade do petróleo no Oriente Médio reforçou o gás natural como alternativa estratégica, e especialistas afirmam que o Brasil já produz volume suficiente para impulsionar uma transformação energética e industrial.
  • Os principais gargalos estão na infraestrutura de escoamento e processamento do gás do pré-sal, além de entraves regulatórios entre regras federais e estaduais, que dificultam o acesso e encarecem o combustível.
  • Segundo especialistas, maior transparência e competição no mercado poderiam reduzir em até 50% o preço do gás para a indústria, aumentando competitividade, investimentos e arrecadação no país.

A volatilidade do petróleo no Oriente Médio acendeu o alerta global para a urgência de fontes energéticas estáveis, tornando o gás natural uma alternativa estratégica.

“O país produziu em média 179 milhões de metros cúbicos por dia no ano passado, mas menos de dois terços disso chegaram ao mercado. O que se percebe com todo o avanço do Pré-sal é que a gente já produz um excesso de gás que seria suficiente para não só abastecer a nossa demanda atual, mas também uma revolução”, destacou Rogério Caiuby, conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Caiuby explicou que o escoamento inadequado e o uso técnico nos poços são os principais fatores que limitam a distribuição do combustível para o setor produtivo.

“O fato é que a gente tem dois grandes gargalos. O primeiro deles é de uma forma técnica, parte desse gás tem que ser utilizado para reinjetar, para que se possa tirar mais petróleo do poço. Mas a principal barreira disso é a dificuldade de acesso às estruturas de escoamento e processamento, que permitiriam trazer o gás das plataformas offshore para a terra”.

Segundo o conselheiro, a resolução desses problemas estruturais e regulatórios teria um reflexo imediato e profundo na redução dos custos de energia para o mercado nacional: “Existe um estudo do próprio MME de que seria possível reduzir em quase 50% o preço final do gás natural para a indústria, caso a gente tivesse uma maior transparência sobre esse acesso à estrutura de escoamento e processamento, o que poderia potencializar o desenvolvimento da indústria nacional”.

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Caiuby apontou que a falta de uniformidade nas legislações estaduais e federais gera um ambiente complexo e fragmentado: “Existem as regulações federais que versam sobre as estruturas de transporte e as regulações estaduais que versam sobre as estruturas de distribuição, que é a última milha. A não homogeneização dessas regulações torna um ambiente muito mais complexo. Alguns estados avançaram mais rapidamente, outros ainda estão um pouco mais lentos”.

A governança e a transparência nos contratos também foram apontadas pelo executivo como fatores determinantes para atrair novos investimentos e impulsionar o crescimento do país.

“Poder ter um ambiente mais transparente, onde a competição seja fomentada e que dê melhor previsibilidade das regras do negócio, pode ser um fator crucial para que a gente avance na abertura do mercado de gás. Esse ambiente regulatório é um entrave para diversos setores da infraestrutura nacional”.

“Com o patamar que está agora, acaba sendo quase que inviável a utilização do gás. E por vezes, algumas indústrias acabam recorrendo ao carvão importado. Poder trazer esse gás para patamares de US$ 6 ou US$ 7 (R$ 30,36 a R$ 35,42) por milhão de BTU tem o efeito de ganho de competitividade e também de maior arrecadação”, concluiu.

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