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John Healey, ministro das Finanças, herda turbulência econômica e tenta redefinir rumos do Reino Unido
Publicado 21/07/2026 • 07:09 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/07/2026 • 07:09 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação / Reino Unido
Andy Burnham assumiu nesta semana como o sétimo primeiro-ministro britânico em apenas dez anos. Mas, para os investidores, a atenção está voltada para John Healey, nomeado na segunda-feira como novo Chancellor of the Exchequer — equivalente ao ministro das Finanças.
Healey terá de equilibrar duas pressões: entregar a agenda potencialmente mais à esquerda de Burnham e, ao mesmo tempo, acalmar os mercados financeiros.
A saída de Keir Starmer e a ascensão de Burnham, visto como mais alinhado à esquerda, provocaram turbulência nos mercados de títulos britânicos, diante do temor de uma política fiscal mais frouxa. Sua antecessora, Rachel Reeves, havia se concentrado em manter as chamadas “regras fiscais”, limitando gastos e endividamento. Reeves chegou a destacar a queda de um terço no endividamento público em junho, mas o Reino Unido ainda carrega uma dívida equivalente a cerca de 95% do PIB.
O novo premiê promete atacar os “grandes problemas”: ampliar o sistema de assistência social, construir recordes de moradias populares e aliviar famílias em meio à crise do custo de vida — sem deixar de se declarar “pró-negócios”.
Na terça-feira, Burnham e Healey anunciaram a redução do imposto sobre contas de energia elétrica de 5% para 0% a partir de outubro, medida que custará £850 milhões em 2026-27. O financiamento virá do cancelamento do programa de Identidade Digital de Starmer, estimado em £1,8 bilhão.
“Por muito tempo, muitas famílias têm sofrido com o custo de vida. O corte de hoje dará algum fôlego nas contas e trará alívio neste inverno”, disse Healey.
Leia também: Andy Burnham assume como premiê britânico enquanto Trump critica Reino Unido
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Siga o Times | CNBCHealey também deve priorizar gastos com defesa. Sua nomeação ocorre semanas após deixar o cargo de ministro da Defesa de Starmer, alegando falta de recursos para proteger o país. O tema é sensível: a OTAN elevou suas metas de investimento militar recentemente, e o Reino Unido terá de encontrar quase £5 bilhões extras no Orçamento de Outono.
Os mercados reagiram positivamente à nova equipe: os rendimentos dos gilts (títulos britânicos) caíram na terça-feira, sinalizando confiança. Ainda assim, nos últimos 30 dias, os juros de longo prazo subiram, refletindo tanto o impacto da guerra no Irã quanto a percepção de risco fiscal britânico.
Analistas destacam que o mercado de dívida continuará a limitar os planos de Burnham. “Quando você deve £3 trilhões, são os credores que ditam sua política”, disse George Godber, gestor da Polar Capital. Ele lembrou que cada movimento nos gilts impacta diretamente o bolso das famílias via hipotecas.
Kate Shoesmith, da Câmara de Comércio Britânica, alertou que o “custo acumulado” das políticas recentes aumentou 72% para pequenas e médias empresas. Ela sugeriu medidas como um “feriado” no pagamento da contribuição previdenciária para jovens empregados, a fim de aliviar custos trabalhistas.
O Orçamento de Outono será o primeiro grande teste da dupla Burnham-Healey. Além de acomodar gastos sociais e cortes de impostos, terão de lidar com pressões por mais investimentos em defesa e com a vigilância constante dos mercados.
Jamie Dimon, CEO do J.P. Morgan, resumiu o desafio: “O novo chanceler precisa de políticas que realmente gerem crescimento. Sem uma economia forte, nenhum governo consegue prosperar”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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