Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Milei avança com reforma trabalhista na Argentina e endurece segurança após protestos violentos
Publicado 14/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 5 meses
Preços do petróleo recuam após Trump abandonar taxa de proteção de 20% sobre o tráfego no Estreito de Ormuz
Warsh promete que inflação será “coisa do passado” e cita benefícios do boom de investimentos em IA
Títulos do Tesouro dos EUA sobem com perspectiva de novas altas nas taxas de juros
Setor global de navegação teme impacto de pedágio proposto por Trump em Ormuz
Marca francesa de roupa íntima aposta em IPO para enfrentar a concorrência do fast fashion
Publicado 14/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Fabrice Coffrini/AFP
O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados na madrugada da última sexta-feira (20) um dia após outra paralisação geral no país.
A agenda de reformas do presidente argentino Javier Milei ganhou força nesta semana, com a aprovação da reforma trabalhista no Senado, o avanço de mudanças no sistema penal juvenil e o endurecimento da resposta do governo aos protestos nas ruas.
O pacote de medidas, visto pelo governo como essencial para modernizar a economia, tem gerado forte resistência de sindicatos e da oposição, em um cenário de tensão social crescente na Argentina.
O Senado argentino aprovou a reforma trabalhista na madrugada desta quinta-feira (12), após uma sessão marcada por protestos nas ruas e episódios de violência na região do Congresso, em Buenos Aires.
O texto foi aprovado por 42 votos a favor e 30 contra e agora segue para análise da Câmara dos Deputados, que poderá modificar a proposta.
Entre as principais mudanças, a reforma reduz indenizações por demissão, limita o direito de greve, permite pagamentos em espécie e flexibiliza regras como o fracionamento de férias.
Para o governo, trata-se de uma atualização necessária para estimular o setor privado e destravar a economia. Já sindicatos, como a Confederação Geral do Trabalho, classificam as medidas como regressivas e alertam para o risco de precarização do trabalho.
Enquanto o projeto era debatido, milhares de manifestantes protestavam nas imediações do Congresso. Parte dos atos terminou em confronto com a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo, jatos d’água e balas de borracha para dispersar a multidão.
Leia também: Mordomo brasileiro de Epstein relata fluxo constante de mulheres em apartamento de Paris
Um dia após os protestos, o governo argentino anunciou que denunciou pelo menos 17 pessoas por terrorismo, acusadas de participar dos atos violentos.
Segundo o chefe de gabinete, Manuel Adorni, atacar o Congresso e as forças de segurança representa um crime contra a ordem constitucional.
A ministra da Segurança, Alejandra Monteoliva, afirmou que os suspeitos foram identificados e que a Justiça será acionada para que sejam presos.
Durante os confrontos, manifestantes lançaram pedras e coquetéis molotov contra a polícia. Em resposta, as forças de segurança avançaram para dispersar os grupos, em meio a correria, feridos e dezenas de detenções.
Leia também: Quais estados mais produzem petróleo no Brasil? Confira o ranking dos últimos cinco anos
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNo Congresso, outra proposta polêmica também avançou. A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que reduz de 16 para 14 anos a idade mínima de responsabilidade penal.
O texto, apoiado pelo governo, ainda precisa ser analisado pelo Senado.
A proposta busca atualizar o sistema penal juvenil, vigente desde 1980, e tem sido defendida pelo governo sob o argumento de que adolescentes já têm consciência de seus atos.
Críticos, no entanto, afirmam que a medida pode agravar a criminalização de jovens em situação de vulnerabilidade e que o foco deveria ser em políticas sociais e educacionais.
As mudanças ocorrem em um momento delicado para a economia argentina. Desde a posse de Milei, em dezembro de 2023, o país enfrenta queda do consumo, retração industrial e perda de cerca de 300 mil empregos formais.
Para a oposição, a reforma trabalhista não deve gerar empregos enquanto o atual modelo econômico for mantido.
Já o governo aposta que a flexibilização das regras será essencial para atrair investimentos e estimular a atividade privada.
O governo argentino tenta acelerar a aprovação das reformas no Congresso, com o objetivo de sancionar a nova legislação antes do início do período legislativo ordinário, em março.
A estratégia inclui negociações para ajustes no texto e articulações com aliados para garantir maioria nas votações.
A disputa política, no entanto, deve se intensificar nos próximos dias, tanto dentro do Congresso quanto nas ruas, em um cenário que mistura reformas estruturais, pressão social e um clima cada vez mais polarizado.
(*com informações da AFP)
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Controladora da Rede D´Or, família Moll compra R$ 1,28 bi em ações da companhia em 4 meses
2
Com recuperação em xeque, Braskem pode ter socorro da Petrobras
3
Como uma Copa do Mundo mudou a carreira de Vozinha em poucas semanas?
4
Brasil conclui 45% do maior programa de internet por fibra em rios do mundo
5
Petrobras entra em ação para tentar evitar recuperação judicial da Braskem; entenda