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Publicado 23/06/2026 • 07:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Wikimedia Commons
Nobel de Física revela futuro da computação quântica; veja o que vem por aí
A computação quântica já deixou de ser apenas uma promessa teórica e passou a ocupar o centro da corrida tecnológica global. Ainda assim, o físico francês Michel Devoret é Nobel de Física e cientista-chefe de hardware quântico do Google faz um alerta importante: apesar dos avanços, ainda é cedo para prever quando essa tecnologia estará totalmente madura.
Segundo Devoret, a evolução do setor não segue um roteiro previsível. “Não gosto de fazer previsões; a tecnologia é mais caprichosa que a meteorologia”, afirma, ao destacar que o desenvolvimento depende de desafios técnicos complexos e de múltiplos avanços simultâneos.
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Devoret dividiu o Prêmio Nobel de Física com John Clarke e John Martinis por demonstrar, ainda nos anos 1980, que efeitos da mecânica quântica podem ser observados em circuitos elétricos.
Esse experimento ajudou a provar que sistemas macroscópicos também podem exibir comportamento quântico, abrindo caminho para a computação quântica moderna.
Mais tarde, o avanço de ideias como as do cientista Peter Shor reforçou o potencial da área ao mostrar que algoritmos quânticos podem resolver problemas até então considerados inviáveis para computadores tradicionais.
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Hoje, a computação quântica já atrai grandes empresas de tecnologia e avança em direção a aplicações práticas. No Google, Devoret acompanha o desenvolvimento de chips e sistemas experimentais, como o Willow, que chamou atenção ao executar tarefas complexas em poucos minutos.
Apesar disso, ele reforça que o campo ainda enfrenta desafios importantes, especialmente na correção de erros quânticos, etapa essencial para tornar os sistemas escaláveis e confiáveis.
Mesmo sem arriscar datas, o Nobel afirma que as primeiras aplicações úteis da computação quântica devem surgir nos próximos anos, ainda que de forma limitada e específica. Já os computadores quânticos totalmente universais seguem sem horizonte definido.
Ao mesmo tempo, ele destaca um ponto de atenção urgente: o impacto na segurança digital. Segundo Devoret, a evolução da área exige a transição para a chamada criptografia pós-quântica, já que sistemas atuais podem se tornar vulneráveis no futuro.
Para Devoret, o Nobel de Física vê a computação quântica avançar em um ritmo consistente, mas imprevisível. A disputa global entre países e empresas acelera o progresso, enquanto desafios técnicos ainda definem os limites do que é possível.
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