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Ouro recua com investidores ajustando apostas sobre juros nos EUA após tensão entre Washington e Teerã
Publicado 13/07/2026 • 15:20 | Atualizado há 17 horas
Publicado 13/07/2026 • 15:20 | Atualizado há 17 horas
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Getty Images
O ouro encerrou o pregão desta segunda-feira (13) em forte queda, voltando a ficar abaixo da marca de US$ 4 mil por onça-troy, pressionado pela valorização do dólar, pelo avanço dos rendimentos dos títulos americanos e pelo aumento das expectativas de juros mais elevados nos Estados Unidos.
Mesmo com a intensificação das tensões no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, que normalmente favorece a procura por ativos considerados seguros, o mercado passou a priorizar os impactos econômicos do conflito, especialmente sobre o petróleo e a inflação. A possibilidade de novas pressões nos preços de energia reforçou as apostas de uma postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) na condução da política monetária.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o contrato do ouro para agosto recuou 2,62%, encerrando a sessão a US$ 4.005,70 por onça-troy. A prata para setembro acompanhou o movimento negativo e caiu 3,64%, para US$ 57,972 por onça-troy.
O movimento de baixa começou ainda no início do pregão e ganhou força ao longo do dia, levando o ouro a tocar a mínima próxima de US$ 3.900. Os investidores reagiram aos novos desdobramentos do conflito entre Washington e Teerã, após declarações do presidente americano Donald Trump sobre medidas envolvendo o Estreito de Ormuz e portos iranianos.
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Siga o Times | CNBCA escalada geopolítica impulsionou os preços do petróleo, elevou o dólar e aumentou os rendimentos dos Treasuries. Com isso, investidores passaram a ampliar as apostas de uma possível alta dos juros americanos em setembro, segundo dados da ferramenta do CME Group.
Para o Forex.com, uma trajetória de energia mais cara pode fortalecer a expectativa de que o Fed mantenha uma política monetária mais restritiva nos próximos meses. A GivTrade destacou que, neste cenário, a perspectiva de juros maiores nos EUA acabou superando a busca por proteção, reduzindo a atratividade do ouro, que não oferece rendimento.
Nesta semana, os mercados acompanham a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de junho nos Estados Unidos. Durante um evento no país, o presidente do Fed, Christopher Waller, afirmou que o combate à inflação continua sendo prioridade e indicou que novas altas de juros podem ser consideradas caso a inflação subjacente permaneça elevada.
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