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Passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz cai em 90%
Publicado 04/03/2026 • 16:50 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 04/03/2026 • 16:50 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
AFP
Estreito de Ormuz.
O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz caiu 90% desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã. A análise do trânsito de embarcações pela região foi realizada pela Marine Traffic, uma agência de monitoramento da Kpler.
De acordo com o analista de frete da empresa, Matt Wright, ao contrário de outros tipos de embarcações, os petroleiros não cessam completamente suas atividades e continuam viajando “de leste a oeste” pelo Estreito de Ormuz.
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A queda drástica na movimentação da região segue o fechamento do estreito declarado pelo Irã, que bloqueou a exportação de petróleo e gás natural pela passagem, ameaçando bombardear as embarcações que desrespeitarem a decisão.
Até o momento, o país já afundou ao menos 4 petroleiros que se arriscaram a passar pela região. O Irã também voltou a atacar o complexo da empresa saudita Saudi Aramco, que abriga a maior refinaria do país, a Ras Tanura. O episódio ocorre após a petrolífera ter sido atacada na segunda-feira (2), e suspender suas atividades.
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Siga o Times | CNBCAlternativas terrestres ou marítimas para a passagem de petroleiros ou de navios de carga custariam uma estimativa de US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 18,2 milhões) apenas com os custos relacionados a combustíveis. Além disso, as empresas também enfrentam problemas relacionados à cobertura na região, que foi revoada por diversas seguradoras.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante deste cenário, afirmou que ordenou à Corporação Financeira de Desenvolvimento dos EUA (DFC, na sigla em inglês) que disponibilize “seguro contra riscos políticos e garantias para a segurança financeira de todo o comércio marítimo” para as passagens pelo Golfo.

Trump acrescentou que, se necessário, a marinha dos Estados Unidos começaria a “escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível”.
Os impactos econômicos do conflito vêm pressionando os mercados globais e disparando os preços do petróleo, além de impactar toda a cadeia global. Especialistas apontam que um prolongamento do fechamento do Estreito de Ormuz poderá resultar nos preços de petróleo alçando a casa dos US$ 100 por barril e na falta da commodity para o mundo.
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