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Pequim confirma cúpula Trump-Xi e diz estar pronta para cooperar com Washington

Publicado 11/05/2026 • 09:44 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • Trump visita a China entre quarta e sexta-feira na primeira viagem de um presidente americano ao país desde 2017.
  • Negociadores de EUA e China se reúnem em Seul para preparar acordos antes da cúpula Trump-Xi.
  • Irã domina agenda do encontro enquanto Washington sanciona empresas chinesas ligadas a operações militares iranianas.
Trump Xi Jinping

Reuters.

A China confirmou nesta segunda-feira (11) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitará o país entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15), em um encontro com o líder chinês Xi Jinping. Será a primeira visita de um presidente americano à China desde a própria passagem de Trump por Pequim em 2017.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse que Pequim está disposta a trabalhar com Washington em um espírito de igualdade, respeito e benefício mútuo, com o objetivo de ampliar a cooperação, administrar as divergências e trazer mais estabilidade a um mundo volátil.

“A diplomacia de alto nível desempenha um papel estratégico insubstituível nas relações China-EUA”, afirmou o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, em entrevista coletiva.

Leia também: Mercados europeus operam mistos após declaração de Trump e impasse nas negociações de paz com Irã

Negociadores se encontram em Seul antes de Trump

Um dia antes da cúpula, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, se reunirá com o vice-premier chinês He Lifeng em Seul. Os dois são os principais negociadores de comércio e economia dos respectivos países e devem acertar os detalhes dos anúncios previstos para o encontro entre os líderes.

Bessent chegará à capital sul-coreana após passar por Tóquio na terça-feira (12), onde se encontrará com a primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi. O Japão mantém uma disputa diplomática com Pequim desde novembro, quando declarações de Takaichi sobre Taiwan geraram tensão com a China.

“A segurança econômica é a segurança nacional”, disse Bessent ao anunciar as duas paradas nas redes sociais.

Visita adiada por causa da guerra no Oriente Médio

A viagem de Trump à China estava originalmente prevista para o final de março ou início de abril, mas foi adiada para que o presidente pudesse se concentrar na guerra entre os EUA e Israel contra o Irã.

Trump e Xi se encontraram pela última vez em outubro, às margens de uma cúpula regional na Coreia do Sul. Na ocasião, os dois líderes acordaram uma trégua de um ano na guerra comercial bilateral, que havia levado as tarifas sobre diversos produtos a superar 100%.

A Casa Branca classificou a visita como de “tremendo significado simbólico” e prometeu que Trump “fechará mais bons acordos” para os americanos. A programação inclui uma visita ao Templo do Céu, em Pequim, e um jantar de estado.

Irã deve dominar a agenda Trump-Xi

A guerra no Oriente Médio deve ser o tema central da cúpula. A China é um dos maiores parceiros comerciais do Irã, e o chanceler iraniano visitou Pequim na semana passada. O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse ao colega iraniano que a China desempenharia um “papel maior” na restauração da paz na região.

Segundo autoridades americanas, Trump deve pressionar Xi sobre a posição de Pequim em relação ao conflito. Questionado sobre o assunto, o porta-voz Guo disse apenas que a posição da China sobre o Irã é “consistente” e que Pequim continuará a desempenhar um “papel positivo” na promoção de um cessar-fogo e de negociações de paz.

Sanções americanas a empresas chinesas aumentam tensão

Na sexta-feira (8), o Departamento de Estado americano sancionou três empresas de satélites com sede na China por supostamente facilitar operações militares iranianas. O Departamento do Tesouro também aplicou sanções a outras empresas da China continental e de Hong Kong acusadas de apoiar o fornecimento de armas ao Irã.

Pequim reagiu. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que a China “se opõe firmemente a sanções unilaterais ilegais” e que a tarefa mais urgente é evitar a retomada do conflito, e não usar a guerra para “difamar maliciosamente outros países”.

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